Com o fim próximo das eleições de 2024 para representantes municipais, as televisões brasileiras vão se voltar ao próximo grande evento político: as eleições presidenciais nos Estados Unidos. Com a expectativa de uma cobertura completa pela maioria dos veículos de notícias, o pleito entre Kamala Harris e Donald Trump será decisivo para o mundo.
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Onde acompanhar as eleições dos EUA?
Pelo SBT, Patrícia Vasconcelos fará uma cobertura com reportagens de Washington, D.C., onde a jornalista atua como correspondente. Na Band, Adriana Araújo vai acompanhar o pleito.
Enquanto isso, a Record dedicou um time de jornalistas para comentar as eleições nos EUA, com liderança de Roberto Cabrini e colaboração dos repórteres Thiago Nolasco, Vandrei Pereira e José Luiz Filho.
Harris vs Trump: o que você precisa saber
Com votos marcados para 5 de novembro, Kamala Harris, representante dos Democratas, vai contra o ex-presidente Donald Trump, dos Republicanos, com uma margem apertada de diferença nas intenções de voto. A atual vice-presidente Harris lidera com 45% de intenções, com Trump logo atrás, com 42%.
No entanto, Trump está ganhando tração também entre os mais jovens. Em meados de setembro, Kamala ostentava 47% das intenções de votos. De lá para cá, a candidata à presidência perdeu 5 pontos percentuais em pesquisas autodeclarativas na América do Norte.
No Brasil, o voto é obrigatório e sua ausência deve ser justificada, mas, nos Estados Unidos, é diferente. Nas terras do Tio Sam, a briga dos politizados é convencer a maioria a comparecer às eleições, já que os norte-americanos adotam um regime de voto optativo.
Aos 60 anos de idade, Kamala Harris recentemente destacou que Donald Trump, de 78, é o candidato mais velho a concorrer à Casa Branca. Em julho, o atual presidente Joe Biden desistiu da corrida para a presidência, aos 81 anos, depois que a Internet começou a questionar sua lucidez. Em um debate de Biden contra Trump, a mídia descreveu o desempenho do octagenário como “desastroso”.
Kamala Harris tem pressionado seu concorrente nas urnas a fazer um exame completo, mas Trump evita realizar um check-up médico e tornar público seu estado de saúde. Se vencer, Trump será o candidado mais velho a fazer o juramento à bandeira.
A estratégia de Harris, atualmente, consiste em chamar a atenção do público sobre uma possível perda de lucidez do tecnocrata, já que a mídia caiu sobre o atual presidente Joe Biden por causa de sua idade avançada.
Na reta final de campanha, a decisão do futuro americano recai nos estados-pêndulo, como Arizona, Geórgia, Michigan, Nevada, Carolina do Norte, Pensilvânia e Wisconsin. Esses estados independentes não têm uma ideologia partidária fixa, e o resultado das urnas sempre surpreende.
Kamala Harris tenta conquistar o voto da geração-Z e dos millenials, com presenças ilustres em sua campanha final. Lizzo e Usher, apoiadores célebres da candidata, irão acompanhá-la na fase vira-votos.
A depender do resultado nesses sete estados, os EUA podem ir para o vermelho-republicano, ou para o azul-democrata. Americanos vão às urnas no dia 5 de novembro, mas as cédulas de voto demoram para ser contabilizadas.
