Márcio Gomes voltou a falar sobre sua saída da Globo, em 2020, quando decidiu trocar a clássica emissora brasileira pela CNN Brasil. O jornalista explicou que, além de sentir que não estavam apoiando todo o potencial da carreira dele, buscava novos desafios profissionais e revelou que alguns pedidos feitos à antiga casa não foram atendidos.
Veja também:
Segundo ele, a vontade de mudar começou após o período em que atuou como correspondente internacional no Japão, entre 2013 e 2018. Ao retornar ao Brasil, foi escalado como repórter do Jornal Nacional. “Me colocaram como repórter. Super legal também, alguns podem ver como um crescimento na carreira, um upgrade, mas para mim não era”, afirmou. O jornalista explicou que queria retomar a função de apresentador. “Eu estava sentindo falta de ter um estúdio, de fazer um jornal”, contou. Segundo ele, tentou continuar na escala de substitutos do telejornal aos sábados, mas ouviu da emissora: “‘Não, você tem que ter uma bancada’”.
O jornalista contou que chegou a pedir para continuar na escala de apresentadores substitutos do Jornal Nacional aos sábados, algo que fazia havia cerca de uma década, mas a emissora decidiu não manter essa dinâmica. Durante a pandemia de Covid-19, ganhou destaque ao comandar um programa especial de informações sobre a doença, mas depois foi informado de que sua próxima função seria apresentar o SP2, jornal local de São Paulo. “E era o máximo que eu ia conseguir”, disse. Para ele, naquele momento ficou claro que buscava “responsabilidades maiores”.
Foi então que surgiu o convite da CNN Brasil, “que foi um estímulo financeiro, é claro que foi, não vamos ser ingênuos aqui”, admitiu. Ele contou que a proposta incluía um novo formato de programa: “‘Você vai ter um programa seu, para tratar de assuntos do mundo, com analistas, com repórteres e correspondentes internacionais. Você vai ter liberdade para fazer esse programa’”. Márcio disse que avisou a Globo antes de decidir: “‘Fui convidado pela CNN. Esse é o valor, essa é a proposta. Estou muito inclinado a ir. E aí?’”. Após semanas de negociação, porém, concluiu: “Não fizeram propostas que me satisfizessem”, disse.
