Regina Volpato é mais uma a fazer as malas no SBT, permanecendo até dezembro à frente do matinal Chega Mais, apenas para cumprir os contratos comerciais. Cristina Rocha rapidamente percebeu a inconsistência e saiu do comando do Tá na Hora logo após a estreia na nova programação, em março.
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As duas atrações eram as principais apostas da nova direção da emissora fundada por Sílvio Santos. A justificativa oficial é de que Volpato pretende passar mais tempo com a filha que mora no exterior. Mas, sintomaticamente, o anúncio do pedido de saída da comunicadora acontece quase que simultaneamente à dispensa do diretor do Chega Mais, Ariel Jacobowitz, com 20 anos de casa.
Ou seja, não dá para desconsiderar o contexto de que a estação criada por Sílvio Santos passa por uma onda de demissões, cortes nas verbas de produção dos programas, além da saída de executivos-chave, como a diretora comercial, Luciana Valério, e o diretor de programação, Murilo Fraga, que estava há quase 40 anos na empresa. Um pouco antes, o diretor artístico, Fernando Pelégio, já tinha abandonado o barco.
Chega Mais
Nos bastidores do programa, a situação não é muito diferente do restante da emissora. Até hoje, a atração não rendeu os índices de audiência esperados. A atração perdeu metade da sua duração, com o tempo restante sendo destinado à veiculação de um jornal local para São Paulo, mas, estranhamente, mantendo o título e os mesmos apresentadores e cenários.
Possivelmente, Volpato não terá substituta, já que a ordem máxima no SBT é cortar despesas, permanecendo no comando os atuais Michele Barros e Paulo Mathias.
Tá na Hora
Comandada por Marcão do Povo e Márcia Dantas, que entrou para cobrir a desistência de Cristina Rocha, a atração do início de noite também sofre pressões devido à baixa audiência.
A última tentativa de salvamento feita pelo SBT foi retirar a subordinação deste programa do setor de entretenimento para entregá-lo ao Departamento de Jornalismo, algo parecido com o que já foi feito na parte final do matinal Chega Mais.
A decisão é coerente, afinal, mesmo tendo um teor policial e popularesco, não resta a menor dúvida de que se trata de um conteúdo noticioso e que, portanto, ninguém mais habilitado para produzi-lo do que profissionais do jornalismo.
Porém, com as demissões e a impossibilidade de reforçar a equipe com novos profissionais, esse setor do SBT vive a “síndrome do cobertor curto” e pode acabar prejudicando o jornal comandado por César Filho e o noticiário matinal Primeiro Impacto, canibalizando essas duas atrações, que estão cumprindo bem seus papéis.
O setor de informação passa a acumular sob sua responsabilidade a execução de metade do tempo de tela do Chega Mais e, integralmente, o Tá na Hora, com o mesmo número de jornalistas.
