No quarto episódio do documentário Pra Sempre Paquitas, foi abordada a demissão em massa da formação do grupo em 1994, decorrente de um mal-entendido envolvendo Marlene Mattos, diretora e empresária do Universo X.
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Foi mencionado que Marlene teria recebido um telegrama que supostamente acusava as paquitas de estarem produzindo um livro para denunciar maus-tratos que sofreram da diretora. No entanto, o documentário esclarece que, na realidade, o projeto das meninas era uma peça teatral inspirada em Confissões de Adolescente, que mais tarde foi adaptada para série e filme.
O episódio explora o descontentamento das paquitas ao perderem espaço no programa e a falta de destaque até o suposto recebimento do telegrama que culminou na substituição de todas as integrantes do grupo. No entanto, um detalhe importante foi deixado de fora: aquele 1% de bondade de Marlene Mattos.
Em uma entrevista concedida à produtora Joana Di Carso em 2018, a ex-paquita Juliana Baroni revelou que, durante a reunião de demissão, Marlene se ofereceu para ajudar as meninas a seguirem uma nova carreira. “Mas eu vou ajudar vocês… O que vocês querem fazer?” teria dito Marlene durante o encontro.
Juliana, que optou por seguir a carreira de atriz, contou que Marlene a encaminhou para a oficina de atores da Globo, junto com outras integrantes que também escolheram seguir a mesma profissão. “E a Marlene conseguiu… pediu para eu fazer um teste na oficina de atores da Globo… Eu e algumas que também quiseram a mesma coisa”, revelou Juliana. Embora ela tenha reforçado a oportunidade oferecida por Marlene, também expressou a tristeza pelo processo de substituição do grupo.
Essa informação, além de ser um fato importante, talvez ajudaria a suavizar a imagem de Marlene, muitas vezes considerada uma figura rígida e implacável nos bastidores. Mostrar esse lado mais humano da diretora poderia até contribuir para diminuir a fama de megera que sempre a acompanhou.
