Crítica

A Casa do Dragão destaca os males da ignorância

Análise do oitavo episódio da série derivada de Game of Thrones

Publicado em 10/10/2022

Tivemos com ‘Driftmark’ alguns dos mais qualificados pontos de A Casa do Dragão, até o momento.

Ainda faltando dois capítulos para fecharmos o ciclo da primeira temporada da série da HBO Max, podemos afirmar que, após os segundos finais deste episódio intitulado ‘O Rei das Marés’, um personagem terá deixado um legado que moverá a narrativa adiante, mesmo que categorizando seus feitos como um tipo de cegueira voluntária.

A Casa do Dragão 1
Matt Smith como o Príncipe Daemon Targaryen em A Casa do Dragão

Precisamos falar sobre Matt Smith

Já foi pontuado anteriormente que A Casa do Dragão exprimia um texto que limitava as transições comportamentais do inegável Príncipe Daemon Targaryen.

Contudo, o talento do ator inglês Matt Smith conseguia sobrepor as barreiras do roteiro, entregando aos assinantes da HBO Max, aquela que é a performance mais marcante desta primeira temporada da série derivada de Game of Thrones.

Os olhares de Smith para seu irmão, o Rei Viserys I (Paddy Considine), assim como aqueles lançados na direção de Sir Vaemond Velaryon (Wil Johnson), dão a medida das capacidades dele como ator.

Definir o Príncipe Daemon como benevolente ou malévolo, herói ou vilão, seria injusto pelas nuances que Matt Smith emprega em uma das peças principais de A Casa do Dragão, possivelmente garantindo algumas indicações na próxima temporada de premiações que se aproxima.

Um moribundo Paddy Considine em A Casa do Dragão (HBO

Um rei de muito coração e pouca cabeça

Em tempos, onde alguns mais tolos têm a “capacidade” de pedir a volta da monarquia em nosso país, observamos claramente um exemplo de um rei que não comete atos pela má índole, entretanto, obscurece sua visão para aquilo o que é óbvio, vendo aquilo que almeja ver e não o que realmente está acontecendo.

Um homem que se deixou guiar mais pelas emoções do que pela lógica, resultando em algo que transformará e acenderá as chamas daqueles mais jovens da Casa Targaryen, infelizmente, renegados e naturalmente degenerados.

Por fim, este é o real legado do Rei Viserys I, interpretado por Considine, que exibiu grande atuação em ‘O Rei das Marés’, principalmente no quesito vigor e fisicalidade.

Talvez, o ator inglês de 49 anos de idade também conquiste uma vaga em algumas das premiações entre o final deste ano e o começo do ano que vem por seu trabalho em A Casa do Dragão da HBO Max.

Para assistir A Casa do Dragão, cliquem e assinem o UOL Play para conferir o melhor da HBO Max.

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