Crítica

A Casa do Dragão enfoca a leviandade e violência dos Targaryen

Análise do sétimo episódio da série derivada de Game of Thrones

Publicado em 04/10/2022

Duas semanas atrás, tivemos aquele que foi o momento mais baixo de A Casa do Dragão da HBO Max. Em ‘Iluminamos o Caminho’, vimos a colossal produção derivada do megassucesso Game of Thrones, apelar para o bom e velho novelão acelerado para agradar aqueles que necessitam de movimentos bruscos para sentirem conectados com aquilo que seus olhos observam.

Impressiona pela efemeridade, mas mostra-se incapaz de realmente comover, exatamente pela superficialidade de como são apresentados certos fatos e movimentos da trama.

Agora, vemos que pelo mais recente capítulo intitulado ‘Driftmark’, voltamos a saborear a narrativa de uma maneira onde existe uma compreensão daquilo transmitido para o assinante da HBO Max; e, de uma maneira que não parece tão apressada como anteriormente vinha sendo.

Pontuando que vimos neste episódio uma repetição escalonada do grau bruto de insensatez e violência dentro do clã Targaryen, que parece não compreender pelo anseio de suas vontades aquela que é a lei mais básica da vida humana: causa e consequência.

A Casa do Dragão 1
A Princesa e a Rainha enraivecidas em A Casa do Dragão

Adultos inconsequentes

Podemos dizer que ‘Driftmark’ divide-se em dois blocos, no caso, adultos e o das crianças e adolescentes.

Curioso que com ambos podemos argumentar a respeito da falta de bom senso entre os envolvidos, porém, ao contrário dos adultos que mostram-se cada dia mais mergulhados na busca impensada por aquilo que tanto desejam – seja amor ou poder – temos muitas crianças que são apenas vítimas agressivas do descuido e despreparo daqueles que se julgam pais e mães responsáveis.

Fica até difícil escolher quem é mais inapto na função de tutor entre os “adultos” de A Casa do Dragão, onde todas as crianças são passadas, de mão em mão, como uma bola usada em um jogo de batata quente.

Lembrando que em algum momento tal “batata” irá queimar e a dor pode ser imensurável e permanente.

A Casa do Dragão 2
Ty Tennant como a versão mais jovem do Príncipe Aegon Targaryen de A Casa do Dragão (HBO Max)

Bullying que fere e sangra

Também podemos compreender através de ‘Driftmark’, qual é o tamanho e peso do bullying na vida de um menor, como no caso do Príncipe Aemond (Leo Ashton).

Pelo mais recente capítulo da série da HBO Max, percebemos não apenas o nível de abandono destas crianças, mas também o despertar violento pela rejeição daqueles que deveriam educá-las e protegê-las.

Aquilo que é uma angústia, desenvolve-se em uma ira e agressividade mais do que capaz de destruir tudo aquilo que almejamos preservar, justificando a abertura da produção que transmite uma correnteza de sangue infindável.

E pelo o que parece, nem as crianças conseguirão escapar do destino amaldiçoado do nome Targaryen.

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