O ator Oscar Magrini, de 61 anos, que interpretou o vilão Ralf na novela O Rei do Gado (1996), falou sobre o sucesso da reprise da trama de Benedito Ruy Barbosa e apontou que existem muitos homens com o perfil de seu personagem espalhados pelo Brasil. Em entrevista ao G1, o artista relata que Ralf foi muito importante para a luta das mulheres na aprovação da Lei Maria da Penha.
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“Tem muito cafajeste e cafetão ainda no Brasil com toda certeza. Mas são tipos cada vez mais condenáveis e denunciados. Isso é muito bom. A mulher empoderada hoje não se permite ser explorada e agredida. Tem muita mulher empoeirada que tem um grelo maior que o pênis de muito desses homens”, refletiu o ator.
Oscar Magrini também relembrou que na época das gravações da novela rural foi convidado pelo Congresso Nacional para prestar um depoimento sobre agressão física e psicológica contra as mulheres.
“Eu fui convidado com o Malvino Salvador pra ir ao Senado naquela época falar sobre a importância desse tipo de assunto na TV. Foi antes da aprovação da Lei Maria da Penha. Eu defendia o personagem como forma de denúncia desse tipo de homem que está em desuso no Brasil”, disse ele.
Por fim, o ator destacou que existem muitos Ralfs com o seu caráter duvidoso espalhados por todo o país. “O Ralf dava carinho e amor, que era o que elas não tinham em casa. Depois dava uns tapas pra conseguir o que queria. Apesar da violência condenável, alguns Ralfs por aí tão esperando a primeira oportunidade pra fisgar quem não sabe se portar num casamento”, disse Oscar Magrini.
