Letícia Colin revelou bastidores de Quem Ama Cuida, onde sua personagem chegou a ser filmada dentro de uma penitenciária real. Aos 36 anos, a atriz contou que foram 122 cenas gravadas no antigo Complexo Penitenciário Frei Caneca, hoje um espaço desativado que, segundo ela, ainda carrega marcas de mais de um século e meio de história.
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A atriz destacou o impacto de estar em um ambiente que já abrigou tantas histórias de encarceramento. Ela lembrou ainda que o Brasil ocupa a terceira posição no ranking mundial de população carcerária, apontando o peso dessa realidade enquanto a equipe tentava reproduzir, na ficção, o cotidiano de uma casa de detenção.
Adriana, sua personagem na trama, cumpre pena de 12 anos em regime fechado após ser condenada pelo homicídio do marido Arthur Brandão, interpretado por Antonio Fagundes. “Foi muito intenso para toda a equipe estar diante de uma situação limite como a de evocarmos o dia a dia numa casa de detenção. O Brasil tem a terceira maior população carcerária do mundo”, expôs. “É difícil tentar olhar para isso, mas é importante: o que a gente espera de um sistema que não oferece condição de trabalho digna para seus servidores e não oferece nenhuma estrutura real de ressocialização para quem está preso? Refletir é importante…”, completou.
Encerrando sua reflexão, Letícia reforça o impacto emocional de gravar em um ambiente real e insalubre, levantando dúvidas sobre a capacidade de reabilitação dentro de estruturas como aquela. Sem respostas definitivas, a atriz sugere um incômodo que permanece no ar. “É muito forte a gente estar aqui neste espaço real. Muitas pessoas pagaram as suas penas aqui dentro e a gente quer trazer também esse realismo, esse universo, essa atmosfera precária desses presídios brasileiros”, disse. “Tem sido muito intenso para nós todos estarmos aqui e me fez pensar muito sobre esse potencial de reabilitação e reinserção social. Realmente, não parece um espaço propício para isso acontecer. Vale a reflexão”, concluiu.
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