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Assim como no remake, atriz que viveu Odete Roitman na Vale Tudo original não foi primeira opção para o papel

Beatriz Segall brilhou na pele da vilã da história, agora interpretada por Débora Bloch na nova versão

Publicado em 26/03/2025

Beatriz Segall marcou a história de nossa teledramaturgia com muitos bons trabalhos, mas o mais célebre realmente é a vilã Odete Roitman, na versão original de Vale Tudo (1988), novela de Gilberto Braga, Aguinaldo Silva e Leonor Bassères. Adaptada agora por Manuela Dias para um remake na TV Globo, a história tem Débora Bloch com a tarefa de viver a personagem.

Antes da decisão pelo nome de Débora, Fernanda Torres foi convidada para dar vida a Odete Roitman na nova versão, que celebra os 60 anos da emissora. No entanto, já envolvida em uma série de compromissos pelo mundo para promover Ainda Estou Aqui, de Walter Salles, Original Globoplay que acabou premiado na categoria Melhor Filme Internacional do Oscar 2025, a atriz não pôde aceitar.

Em 1988, por incrível que pareça – diante da excelência do trabalho apresentado e da sinergia entre artista e personagem -, Beatriz Segall não foi a primeira atriz considerada para interpretar Odete Roitman em Vale Tudo. Odete Lara chegou a ser convidada por Gilberto Braga, mas à época estava afastada da profissão e não se sentiu à vontade para retornar logo num papel tão grande na TV.

Ficou o compromisso de Odete Lara de fazer a próxima novela do escritor – o que de fato aconteceu: ela foi a Ester de O Dono do Mundo (1991). Seu nome, Odete, passou a batizar a personagem, numa referência/homenagem a ela.

Outra atriz cujo nome foi considerado para o papel da mãe de Helena (Renata Sorrah) e Afonso (Cássio Gabus Mendes) foi Tônia Carrero, que não aceitou. Como ela ainda estava no ar como Rebeca em Sassaricando (1987-1988), de Silvio de Abreu, quando Vale Tudo estreou, mesmo com a demora da entrada de Odete em cena praticamente não haveria descanso – a não ser que ela abandonasse a atração das 19h antes do fim.

Curioso lembrar que Tônia Carrero foi considerada para interpretar três vilãs da obra de Gilberto Braga, mas acabou sem nenhuma delas em sua galeria de personagens na TV. Em 1980, a atriz chegou a gravar cenas como Lourdes Mesquita, de Água Viva, enquanto Beatriz Segall vivia Stella Simpson. Ao ver o material, o mandachuva Boni mandou inverter os papéis das duas.

Em Louco Amor (1983), a mesma coisa ocorreu, só que com Tereza Rachel. Ela viveria Muriel, produtora de moda da revista Stampa e desafeto da vilã, a embaixatriz Renata Dumont, papel destinado a Tônia Carrero. Mas as atrizes tiveram as personagens trocadas.

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