Há sentimentos que, quando ficam trancados por tempo demais, acabam virando ressentimento. Em Quem Ama Cuida, a implicância de Diná com Adriana não parece nascer apenas da chegada de uma estranha à mansão. Ela vem de um lugar mais delicado: o amor silencioso de uma mulher que passou anos cuidando de um homem e viu outra ocupar o espaço que ela jamais conseguiu conquistar.
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Diná (Rosi Campos) trabalha há anos na casa de Arthur (Antonio Fagundes), conhece suas manias, enfrenta suas rabugices e se considera uma das poucas pessoas capazes de lidar com ele de verdade. O problema é que esse zelo ultrapassou o limite da função de governanta. Diná é apaixonada secretamente por Arthur, e esse sentimento escondido explica boa parte de sua resistência contra Adriana (Letícia Colin).
A revolta cresce quando Arthur decide se casar com Adriana. Para Diná, a notícia é uma espécie de golpe duplo. A fisioterapeuta não apenas ganha a confiança do milionário, mas também passa a ocupar o lugar de esposa e futura herdeira, entrando no centro da fortuna que já provoca guerra entre os Brandão.
Por isso, Diná passa a enxergar Adriana como uma ameaça direta. Não é apenas ciúme. É a dor de quem se sente substituída, ignorada e deixada para trás dentro da própria casa onde construiu sua rotina. Em uma novela marcada por herança, ambição e segredos, esse amor mal resolvido pode transformar a governanta em uma peça muito mais perigosa do que parece.
Antes da morte de Arthur, esse segredo ganha peso ainda maior. Quando o milionário aparecer caído e a investigação começar, Diná não será apenas a funcionária fiel que conhecia todos os cantos da mansão. Ela será também uma mulher ferida, apaixonada e tomada por um ressentimento que pode colocar seu nome entre os mais observados no mistério de Quem Ama Cuida.
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