Há momentos em que uma ameaça produz mais inquietação pelo que ainda não revela do que pelo perigo que anuncia. Quem Ama Cuida começa a inverter a posição de quem durante muito tempo se acostumou a controlar situações e pessoas. Antes que as consequências de seus atos se tornem públicas, um simples e-mail funcionará como prenúncio de algo muito maior. A mensagem é curta, mas suficiente para instalar o medo: existe alguém disposto a transformar os próximos dias em um pesadelo.
Veja também:
Ademir (Dan Stulbach) recebe um e-mail anônimo avisando que, em poucos dias, sua vida vai virar um inferno. A ameaça o perturba a ponto de Dora (Mariana Ximenes) perceber imediatamente que alguma coisa aconteceu. Sem conseguir identificar o autor, o advogado admite ter acumulado inimigos ao longo da carreira e decide recorrer a um investigador para tentar rastrear a origem da mensagem. O que ele ainda desconhece é que o perigo não vem de algum adversário distante.
Por trás do aviso está Suely (Julia Stockler), sua ex-secretária. Com o apoio de Adriana (Leticia Colin), ela decidiu denunciar Ademir por assédio. A descoberta tornou-se uma peça importante no plano de vingança da fisioterapeuta, que encontra no passado do advogado uma vulnerabilidade capaz de produzir consequências muito maiores do que qualquer provocação. Enquanto Ademir tenta descobrir quem enviou o e-mail, a denúncia que realmente poderá abalar sua vida já começa a avançar.
A força dessa virada em Quem Ama Cuida está justamente na diferença entre aquilo que Ademir teme e aquilo que efetivamente se aproxima. Ele procura um inimigo anônimo quando deveria estar olhando para as consequências de seus próprios atos. O e-mail não cria o problema, apenas anuncia que chegou o momento de enfrentá-lo. E a verdadeira bomba ainda está por explodir: Ademir descobrirá que a ameaça mais perigosa não é a mensagem recebida, mas a mulher que decidiu finalmente denunciá-lo.
O conteúdo veiculado nesta coluna é de total responsabilidade do colunista parceiro. As opiniões e informações aqui expressas não são de responsabilidade do Grupo Observatório.
