Morreu nesta sexta-feira (4) no Rio de Janeiro, aos 88 anos, o ator Emiliano Queiroz. Nos últimos 10 dias, o artista esteve internado na Clínica São Vicente, bairro carioca da Gávea, depois de colocar três stents no coração, informa o portal G1.
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Ontem teve alta e foi para casa, mas por volta das 4h30 acordou, tomou banho e passou mal, declarou o amigo e produtor teatral Eduardo Barata. Emiliano chegou a ser levado para o hospital, e sofreu uma parada cardíaca. Embora tenha sido reanimado e entubado, acabou não resistindo.
Natural de Aracati, no Ceará, Emiliano Queiroz foi um dos profissionais pioneiros da televisão no estado, e nos anos 1960 mudou-se para o Sudeste. Participou de produções da TV Paulista, como Eu Amo Esse Homem (1964), e depois ingressou no elenco da TV Globo.
Na emissora de Roberto Marinho, o ator participou de dezenas de trabalhos, com papéis marcantes em novelas de grande sucesso e grandes vilões nos anos 1960 em O Sheik de Agadir (1966-1967) e A Última Valsa (1969), ambas de Glória Magadan. Esteve no elenco da primeira novela global, Ilusões Perdidas (1965), de Ênia Petri.
Em O Bem-amado, de Dias Gomes, tanto a novela de 1973 quanto a série exibida entre 1980 e 1984 contaram com Emiliano na pele do tímido e sempre nervoso Dirceu Borboleta, secretário e correligionário do prefeito Odorico Paraguaçu (Paulo Gracindo).

O mesmo Dias Gomes criou o mau-caráter Irineu de Verão Vermelho (1969-1970) e o comerciante Zé das Medalhas, papel no qual Emiliano chegou a gravar mais de 30 capítulos de Roque Santeiro em 1975, mas a novela acabou censurada. Em 1985, Zé das Medalhas foi vivido por Armando Bogus na versão que pôde ir ao ar.
Janete Clair deu a Emiliano papéis bastante significativos em obras como Irmãos Coragem (1970-1971), na qual o ator viveu Juca Cipó, filho bastardo e capanga do Coronel Pedro Barros (Gilberto Martinho); Marcelo, que se casa por vingança com Cíntia (Célia Coutinho), mas apaixona-se por ela, em Selva de Pedra (1972-1973); Valdir, o confiável e honesto assessor de Salviano Lisboa (Lima Duarte), em Pecado Capital (1975-1976); e Horácio, apaixonado pela cunhada Norah (Beatriz Segall), em Pai Herói (1979).
Silvio de Abreu é outro novelista recorrente na trajetória de Emiliano Queiroz na TV. O Tio Biju de Cambalacho (1986), o Quaresma de Deus nos Acuda (1992-1993), o Benedetto de Passione (2010-2011) mais participações em Rainha da Sucata (1990), A Próxima Vítima (1995) e As Filhas da Mãe (2001-2002).
No ar atualmente no Vale a Pena Ver de Novo como o Tio Nardo de Alma Gêmea (2005-2006), de Walcyr Carrasco, Emiliano Queiroz teve em Espelho da Vida (2018-2019), de Elizabeth Jhin, sua última novela inteira. A última aparição foi uma participação como o Padre Romeu de Além da Ilusão (2022), de Alessandra Poggi.
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