O canal Arte1 exibe nas quartas-feiras, às 20h30, episódios inéditos da série documental Abre a Coxia, dirigida por Liz Reis. As reprises acontecem nas quintas, às 18h, sextas, às 19h30 e domingos, às 13h30min. A produção lança um olhar aprofundado sobre a força, a diversidade e a resistência do teatro brasileiro.
Veja também:
O próximo episódio será Complexo Negra Palavra & Teatro Íntimo no dia 25 de fevereiro. Março começa com Núcleo Bartolomeu de Depoimentos (4), seguido de Grupo Redimunho de Investigação Teatral (11) e Grupo Galpão & Teatro da Vertigem (18). A série conta com um total de oito episódios.
Com produção da Lep Filmes, Abre a Coxia propõe uma imersão no teatro como arte viva e contato direto entre artista e público, exaltando sua potência criativa em contextos urbanos, periféricos e tradicionais.
A série valoriza o teatro como berço de atores, espaço de improviso ensaiado e linguagem que resiste ao apagamento cultural, reunindo coletivos que atravessam gerações e reinventam a cena brasileira.
“Produzir e dirigir esta obra, como mulher, é um gesto de escuta e de presença”, resume a cineasta Liz Reis. “O teatro me interessa justamente por essa poesia viva, que nasce do corpo, da palavra e do encontro. É ali que a arte deixa de ser discurso e se transforma em experiência”, acrescenta.
Panorama completo
Segundo a diretora, a produção atravessou desafios significativos por ter sido realizada durante a pandemia da Covid-19, com pausas nas filmagens e mudanças visíveis ao longo dos episódios. Liz também destaca sua relação pessoal com o teatro e a decisão de manter o foco nos bastidores e nos coletivos retratados.
“Eu sou atriz e já tinha participado de alguns desses espetáculos. Eu sei muito sobre essa coxia de cada teatro, da luta de cada teatro. Tentei ressaltar o momento que cada um estava vivendo, financeiro, de experimentação ou de criação”, explica.
A diretora ressalta ainda a diversidade de grupos escolhidos para a primeira temporada e a ambição de dar continuidade do projeto com uma nova leva de episódios. Outro ponto enfatizado por Liz é a valorização da equipe técnica por trás dos espetáculos.
“A máquina não é só o ator em cena. Tem toda uma produção, uma construção de mapa de luz, uma equipe técnica que faz tudo acontecer. Isso é muito importante de estar ali”, completa a diretora.
O conteúdo veiculado nesta coluna é de total responsabilidade do colunista parceiro. As opiniões e informações aqui expressas não são de responsabilidade do Grupo Observatório.
