Prestes a dar vida a Isadora na segunda fase de Além da Ilusão, Larissa Manoela faz um balanço de sua trajetória como Elisa na trama de Alessandra Poggi, que tem sido elogiada pela mídia especializada.
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Segundo a atriz, as cenas do tiro e do velório de Elisa foram as mais difíceis de serem realizadas. “Se for para eleger, as cenas mais difíceis de fazer foram a do tiro e a do velório dela, no caixão, em que eu até usei um pouco dessa inteligência do que a gente consegue fazer com o nosso corpo, da consciência respiratória, e de deixar a frequência da respiração bem baixinha, para poder atuar, porque parece fácil, mas também atuar é estar em um caixão como apenas um corpo que está ali para fazer a sua passagem. Essa foi uma das cenas mais desafiadoras, e me desafiou em um lugar muito bonito, muito potente, que é de uma fragilidade e uma potência gigantescas”, pontuou a intérprete que sairá gigante desse projeto.
Balanço

“O balanço que eu faço da trajetória da Elisa, que foi muito rápida, mas ao mesmo tempo muito intensa, é de algo que foi muito forte, tanto para mim quanto para o espectador, que em uma semana se deparou com ela chegando e partindo, fechando o seu ciclo. Eu aprendi uma das coisas mais importantes, que é a gente fazer um resgate do que é genuíno, verdadeiro, puro e real, e sem medo do que possa acontecer. Ela se entregou, foi atrás do seu verdadeiro sentimento, que é o que pulsa dentro da gente. A valorização do amor e do ser real, é o que ela passou pra gente. Ela não tinha medo de enfrentar o pai, ela só queria seguir acreditando naquilo que idealizou e que sabia que a faria feliz. Por mais que as pessoas – o pai, principalmente – não a apoiassem, ela tinha a rede de apoio dela, mas ela foi interrompida pelo pai, que quis bloquear uma alma livre.”
Retorno do público

“Eu fiquei extremamente feliz com o feedback que recebi pelas redes sociais e através de alguns momentos pontuais com pessoas que me encontraram e falaram sobre a Elisa. Eu fiquei muito feliz; eu acho que dou tudo de mim, me entrego por completo ao meu trabalho, esperando que eu me sinta realizada com aquilo que sei que foi o meu melhor, minha grande entrega no momento. Mas quando esse feedback vem para reafirmar que a entrega foi muito bacana, que tudo o que eu quis passar estava transparecendo através dos olhos da Elisa, da forma que ela falava, se comunicava e se comportava, é melhor ainda. Acho que, ao chegar nesse momento com uma personagem tão bacana, especial, delicada e ao mesmo tempo forte, esses elogios se tornam pra mim uma grata surpresa. Eu fico muito realizada e agradecida por essa oportunidade de ter feito a Elisa e seguir contando essa história com a Isadora, que vem aí.”
Parceria com Rafael Vitti e Antonio Calloni

“O Rafa e o Calloni são grandes parceiros. A gente construiu algo muito lindo nessas relações, nas preparações, algo que cada um trouxe de particular para a construção desses personagens para em cena a gente se conectar e passar todas as sensações cênicas através dos nossos personagens. Eu tenho o olhar muito atento, gosto de estar com a minha escuta aguçada pra ouvir, receber, trocar, e a gente somar nesse processo, e eu acho que isso foi nítido. Desde o início eu estive muito disposta a aprender com eles, e também trazer meus pontos de vista para entregarmos um trabalho muito lindo. Eu tenho uma grata alegria por esse encontro profissional ter me possibilitado fazer cenas incríveis, intensas, de emoção, amor, troca, de olho no olho com o Rafa e com o Calloni. Eles são pessoas extremamente talentosas, admiráveis e eu tenho muito a agradecer por me acolherem e receberem tão bem. Eu sou muito feliz por tê-los no meu caminho nesse momento.”
Despedida de Elisa

“O coração ficou apertado, tanto o meu quanto o do público, porque eu também recebi esse feedback. Essa moça, que era encantadora, sonhava, era real, mágica, fluida, solar, suave, queria o melhor da vida, queria amar e ser amada. Dói o coração saber que a gente teve que se despedir dela, mas me dá muita força e uma alegria imensa saber que ela honrou a vida. Isso pra mim é a melhor sensação, de ter dado vida a essa personagem, e de ela ter um lugar muito especial no meu coração, minha primeira mocinha aqui na Globo, e quem começou a contar essa história em ‘Além da Ilusão’.”
Cena dentro do caixão

“A Elisa me desafiou em diversos sentidos, principalmente na sequência da morte dela, da sua despedida. Os embates com o pai, os confrontos, as cenas de muita tensão, emoção e, principalmente, o final dela, que foi o tiro e logo depois o velório, exigiram bastante de mim. Uma concentração, consciência, tanto respiratória, quanto diversas coisas que nos deixavam completamente entregues na cena, mas que acabavam precisando de um cuidado maior. Se for para eleger, as cenas mais difíceis de fazer foram a do tiro e a do velório dela, no caixão, em que eu até usei um pouco dessa inteligência do que a gente consegue fazer com o nosso corpo, da consciência respiratória, e de deixar a frequência da respiração bem baixinha, para poder atuar, porque parece fácil, mas também atuar é estar em um caixão como apenas um corpo que está ali para fazer a sua passagem. Essa foi uma das cenas mais desafiadoras, e me desafiou em um lugar muito bonito, muito potente, que é de uma fragilidade e uma potência gigantescas.”

Além da Ilusão é criada e escrita por Alessandra Poggi, com direção artística de Luiz Henrique Rios. A obra é escrita com Adriana Chevalier, Letícia Mey, Flávio Marinho e Rita Lemgruber. A direção geral de Luís Felipe Sá e direção de Tande Bressane, Jeferson De e Joana Clark. A produção é de Mauricio Quaresma e a direção de gênero é de José Luiz Villamarim.
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