A vilania mais perigosa nem sempre nasce de grandes planos de poder. Às vezes, ela aparece no gesto pequeno, na inveja disfarçada de amor e na incapacidade de aceitar que o outro exista fora do próprio controle. Em A Nobreza do Amor, Virgínia começa a mostrar que sua obsessão por Mirinho e seu ódio por Lúcia/Alika podem transformá-la em uma das figuras mais cruéis da novela das seis.
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A grande prova virá quando Virgínia (Theresa Fonseca) descobrir que Sebastião contratou Carrapato para fazer o serviço contra o ateliê de Lúcia/Alika (Duda Santos). Em vez de recuar, ela ficará impressionada com a contratação e ainda inventará uma desculpa para conseguir dinheiro com Diógenes (Danton Mello). A vilã não apenas aceita a armação, como ajuda a financiá-la, deixando claro que sua rivalidade já ultrapassou qualquer limite.
O plano sairá do campo da intriga e ganhará contornos de tragédia quando Carrapato invadir o ateliê e o bando de Belarmino chegar a Barro Preto. A cidade entrará em pânico, Viriato será feito refém, Geralda será sequestrada e Tonho (Ronald Sotto) acabará atingido por um tiro ao tentar defender o local ao lado de Alika. A armação de Virgínia deixará de ser apenas uma maldade contra uma rival e passará a colocar vidas em risco.
A cena que confirma sua frieza virá depois, quando Virgínia comemorar a destruição do ateliê enquanto Alika acompanha Tonho ao hospital, desesperada com o estado do amado. É nesse contraste que A Nobreza do Amor revela o tamanho da personagem: de um lado, dor, medo e sangue; do outro, satisfação. Virgínia prova que não quer apenas vencer. Ela quer destruir, mesmo que o preço seja o sofrimento de inocentes.
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