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2 cenas que provam que Virgínia não vale o prato que come em A Nobreza do Amor

Vilã arma contra Lúcia/Alika, banca ataque ao ateliê e ainda comemora destruição enquanto Tonho luta pela vida

Publicado em 09/06/2026

Em A Nobreza do Amor, algumas personagens não precisam de grandes discursos para revelar quem são. Bastam pequenas escolhas, feitas no escuro, para que o público entenda o tamanho da maldade. Virgínia se coloca cada vez mais nesse lugar: o da mulher que transforma ciúme em veneno, desejo em perseguição e vaidade em arma contra quem apenas tenta sobreviver.

A primeira cena acontece quando Virgínia (Theresa Fonseca) fica impressionada ao saber que Sebastião contratou Carrapato para executar o serviço contra o ateliê de Lúcia/Alika (Duda Santos). Em vez de recuar diante do perigo, ela inventa uma desculpa para conseguir dinheiro com Diógenes (Danton Mello) e manter o plano de pé. A armação é cruel porque não nasce de uma ameaça real, mas de despeito. Virgínia não quer apenas vencer uma rival. Ela quer destruir o espaço onde Alika tenta reconstruir a própria vida.

A segunda cena confirma que a personagem cruza qualquer limite. Depois de Carrapato invadir o ateliê e o bando de Belarmino espalhar pânico por Barro Preto, Tonho (Ronald Sotto) acaba atingido por um tiro ao tentar defender o local ao lado de Alika. Enquanto a cidade vive o horror do ataque e a protagonista se desespera com o estado do amado, Virgínia comemora a destruição do ateliê. É nesse momento que a novela escancara sua frieza: ela não se abala com as consequências humanas da própria armação.

Essas duas cenas mostram por que Virgínia se torna uma das figuras mais detestáveis desta fase de A Nobreza do Amor. A personagem age por ciúme, manipula Sebastião, usa dinheiro do pai, coloca inocentes em risco e ainda celebra o estrago. Em uma trama atravessada por amor, poder e vingança, Virgínia surge como alguém que confunde paixão com posse e rivalidade com autorização para destruir.

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