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Crítica: Letícia Colin e Chay Suede fazem o amor parecer urgente em Quem Ama Cuida

Como Adriana e Pedro, os atores reacendem uma química que o público já conhecia e transformam o romance da novela das nove em torcida coletiva

Publicado em 20/06/2026

Há casais de novela que a gente aceita porque o roteiro manda. E há casais que parecem acontecer antes mesmo da história terminar de explicá-los. Em Quem Ama CuidaLetícia Colin e Chay Suede pertencem ao segundo grupo. Eles não precisam anunciar a química, ela simplesmente aparece. Está no jeito como um olha para o outro, na pausa antes da fala, na delicadeza com que Pedro tenta alcançar Adriana mesmo quando tudo ao redor diz que ela já foi arrancada de sua vida.

Na trama de Walcyr Carrasco e Claudia SoutoAdriana é uma fisioterapeuta condenada injustamente a 12 anos de prisão pela morte de Arthur BrandãoPedro, advogado e apaixonado, tenta permanecer ao lado dela num momento em que o amor parece quase um ato de desobediência. O primeiro beijo dos dois, em pleno tribunal, depois da sentença, teve essa força rara: não foi apenas cena romântica, foi uma espécie de respiro no meio da tragédia. O público entendeu na hora. As redes sociais reagiram como reagem quando uma novela encontra seu ponto de febre.

Talvez porque Letícia e Chay já tragam uma memória afetiva com o telespectador. Em Segundo Sol, como Rosa e Ícaro, eles já haviam mostrado uma sintonia difícil de fabricar. Agora, em Quem Ama Cuida, essa parceria volta mais madura, menos impulsiva, mais dolorida. Não é o amor de quem tem o mundo pela frente. É o amor de quem sabe que o mundo pode desabar a qualquer momento e, ainda assim, escolhe ficar.

O mais bonito é que os dois não fazem força para serem casal de sucesso. Eles apenas escutam a cena. Letícia Colin entrega uma Adriana ferida, mas jamais apagada. Chay Suede dá a Pedro uma mistura de carisma, devoção e impotência que humaniza o mocinho. Juntos, fazem a tela ganhar temperatura. E quando isso acontece, não há pesquisa, estratégia ou chamada de capítulo que explique sozinha. O público simplesmente reconhece. E torce.

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