Já vão para vinte anos que temos presenciado tentativas e mais tentativas para adaptar a série de jogos Resident Evil em um formato do tipo live-action.
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Tudo começou lá em 2002 com o lançamento de Resident Evil – O Hóspede Maldito de Paul W. S. Anderson, que na época passou longe de ser unanimidade entre os fãs do game, como também entre os membros da mídia. Ainda assim, insistiram e insistiram e insistiram mais. Resultado: seis longas-metragens que nunca caíram no gosto dos apaixonados pela franquia, apesar de um ou outro momento inspirado aqui e acolá.
Porém, os mandachuvas da indústria não se contentaram, aparentemente. Em 2021, resolveram dar um reboot, e retornar com algo novo. No papel, a ideia parecia muito boa para os fanáticos, uma vez que a produção prometia fidelidade aos jogos, mais especificamente com os dois primeiros volumes, lançados na segunda metade dos anos 1990. Mas, aqueles que viram sabem o tamanho do desastre que foi Resident Evil: Bem-Vindo a Raccoon City, embora a direção de arte mereça alguns leves elogios.
Chegando em 2022, deram uma pausa nas adaptações de Resident Evil para o cinema. Agora, vamos migrar para o campo das séries para o streaming!

No dia 14 de julho, ou seja, pouco mais de um mês atrás ficou disponível para os assinantes da Netflix, Resident Evil: A Série, primeira tentativa em uma adaptação do tipo serial, composta por oito episódios em sua primeira temporada. Bom, primeira e única!
Foi anunciado que a Netflix resolveu cancelar a série, alegando que o título não alcançou bons resultados entre o Top 10 da plataforma e, sendo Resident Evil: A Série, uma produção de custo alto, não vale a pena continuar, portanto, a decisão final foi de apagar as luzes.
Tudo bem. Esta é a razão que a Netflix usou para escolher dar cabo da produção. Porém, a pergunta é por que Resident Evil: A Série foi cancelada?
Dessa vez, quem têm as respostas são os fãs e assinantes da plataforma!
A realidade é que a produção original da Netflix não apresentou e representou um bom trabalho. Simples assim!
Muito foi dito do potencial existente no material, entretanto, é mais que justificável afirmar que teve pouco Resident Evil em Resident Evil: A Série. Por boa parte da temporada, houve uma atmosfera mais para o drama adolescente do que algo que fazia parte do universo do terror/sci-fi, calibrado com um tanto de ação, por exemplo.

Outra reclamação muito comum entre aqueles que assistiram está na opção de termos uma narrativa que alterna entre duas linhas do tempo, seguindo Jade (Tamara Smart) e Billie Wesker (Siena Agudong) durante seus dias em New Raccoon City, onde descobrem os segredos sombrios de seu pai e da Umbrella Corporation, e 14 anos no futuro, onde Jade (Ella Balinska) tenta sobreviver ao fim do mundo.
Tal escolha promoveu uma irregularidade na história que irritou os assinantes Netflix, que sentiam algo um tanto desconecto, atrapalhando bastante qualquer proposta de entretenimento no material.
Isso sem contar a falta de fidelidade com os jogos, talvez a única real ligação existente esteja no uso dos nomes Umbrella, Raccoon City e Wesker – personagem-chave da franquia de videogame.
Também foi dito que faltou uma boa dose de ação e terror –principalmente na linha do tempo futura – sobrando clichês para tudo o que é lado.
Tudo isso só contribuiu com o desgosto entre os assinantes da plataforma Netflix, que deixou a peteca cair e deu um ponto final na produção.
No fim, fica a dúvida se vão tentar novamente dar vida à franquia Resident Evil, que até o momento não foi capaz de agradar gregos, troianos, fãs, críticos, seja quem for.
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