Depois de comprar as terras que foram dos Mezenga, Bruno (Antonio Fagundes) visita a fazenda e se prepara para receber Luana (Patricia Pillar) em O Rei do Gado. E nos capítulos finais da trama, o ricaço escuta o dono da venda contar que o local é mal assombrado e não acredita, mas é surpreendido.
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“Lá já aconteceu coisa do arco da velha”, conta o comerciante. “Mas isso é bobagem. É coisa de gente ignorante”, reage o rei do gado. “Pois eu lhe digo que não é não. Porque senão, aquela fazenda já não teria passado por tantas mãos”, conta o rapaz.
“Eu já ouvi essa história”, responde o fazendeiro. O comerciante não esconde sua surpresa ao saber que o rei do gado investiu em uma fazenda que ninguém tem interesse. “Aquele cafezal chega a dar pena. O senhor já foi lá dar uma olhada nele?”, questiona Tonico. “Ainda não tive essa curiosidade”, diz Bruno.
“Há muitos anos que o café apodrece todinho no pé porque não tem ninguém pra colher. Diz que o tal cafezal também é mal-assombrado que nem a casa dos Berdinazzi. Diz que tem noite que se pode ver o vulto de um homem caminhando com uma vela acesa na mão, no meio dos pés de café de lá. E que é a alma do velho Giuseppe Berdinazzi procurando a cova onde ele plantou a medalha do filho que morreu na guerra”, conta Tonico.
“Essa história da medalha eu já tinha ouvido. Mas isso é uma besteira, né?”, fala o protagonista. “Mas o senhor deve ser muito descrente“, reage o outro. “Se tiver alguma alma penada de qualquer Berdinazzi lá naquela casa ou naquele cafezal, que apareça aqui para conversar comigo”, dispara Bruno. Em seguida, a cerveja do ricaço cai no chão de forma misteriosa. “Tá brincando com coisa séria”, se desespera Tonico. “Isso acontece”, responde Bruno, que bate na madeira.
