O mercado publicitário brasileiro foi sacudido com a divulgação dos planos comerciais da Copa do Mundo FIFA de 2026. O SBT, em uma ousada parceria com a NSports, não apenas garantiu os direitos de transmissão de parte do torneio, mas também estabeleceu um preço de tabela para suas cotas de patrocínio que supera o valor cobrado pela tradicional detentora dos direitos, a TV Globo.
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A principal arma para justificar o alto preço seria a presença do narrador Galvão Bueno, recém-contratado pela emissora de Silvio Santos. Somado, o valor de tabela total das cotas alcança a impressionante cifra de R$ 3,7 bilhões, um montante superior ao que a Globo projeta arrecadar com seu pacote comercial.
O SBT e a NSports apresentaram ao mercado um plano de comercialização agressivo. A emissora paulista, que adquiriu os direitos para exibir 32 jogos da competição (incluindo todos da Seleção Brasileira), estruturou seu media kit com uma ênfase clara: a Copa de 2026 será vendida como a “última narração de Galvão Bueno em Mundiais”.
Apesar do preço de tabela do SBT ser superior, a Globo reagiu antecipando o lançamento do seu próprio pacote comercial. A emissora carioca colocou suas cotas no mercado por valores individualmente menores (cerca de R$ 235 milhões por cota na TV aberta), visando garantir seus parceiros tradicionais rapidamente.
