Dramaturgia

SBT depende de aval comercial para voltar a produzir novelas inéditas

Emissora avalia retomar novelas inéditas, mas só com aval comercial e parcerias que garantam retorno financeiro, após o fim do núcleo de dramaturgia em 2025

Publicado em 04/06/2026

A volta das novelas inéditas no SBT depende menos de vontade artística e mais de viabilidade financeira. A emissora busca um modelo capaz de preencher a lacuna deixada pela dramaturgia, mas que consiga bancar custos, atrair parceiros e gerar receita além da audiência. A estratégia em estudo prevê terceirização da produção de novelas e séries, seja por encomenda ou em parceria com empresas dispostas a dividir investimentos e resultados. Esse formato difere do adotado em A Caverna Encantada, entregue pronta ao catálogo do Disney+.

O entrave está no departamento comercial. Segundo Flávio Ricco, do portal LeoDias, o SBT aguarda sinal verde da área para avaliar se um novo projeto de dramaturgia é financeiramente viável. Hoje, a audiência medida pelo Ibope já não basta para justificar uma produção. O licenciamento, que foi fundamental nas novelas infantis da emissora, não conseguiu garantir retorno em A Caverna Encantada, que ficou distante do impacto de títulos como Chiquititas e As Aventuras de Poliana.

Em julho de 2025, após o desempenho fraco da trama, o núcleo de dramaturgia foi desativado. Desde então, a faixa nobre voltou a ser ocupada por produções mexicanas, enquanto a emissora avalia como retomar novelas inéditas sem repetir riscos financeiros. Nos bastidores, a Disney surge como possível parceira para 2026, em um modelo de divisão de custos e lucros. O SBT já tem experiência nesse tipo de arranjo: A Infância de Romeu e Julieta, exibida em 2023, foi realizada em parceria com a Amazon e disponibilizada no Prime Video, servindo como referência para uma nova fase mais segura da dramaturgia.

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