Na tarde desta sexta-feira (10) o ministro da Educação, Abraham Weintraub, confirmou o fim da TV Escola. A informação foi divulgada pela jornalista Sônia Racy, do jornal Estadão, que recebeu a notícia do ator Carlos Vereza. A decisão de não renovar o contrato com a Associação de Comunicação Roquette Pinto já havia sido informada pelo governo em dezembro.
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De acordo com a reportagem, Vereza, que apresenta o programa Plano Sequência, na emissora, foi convidado para participar da reunião, em Brasília, para acompanhar o caso. O ator, entretanto, alegou que no encontro só foram apresentados argumentos burocráticos para acabar com uma “TV de baixo custo”
Ele disse ter argumentado para a equipe do MEC que o canal não tem viés ideológico de esquerda, tendo inclusive como membro o próprio artista, que apoiou abertamente a candidatura do presidente Jair Bolsonaro.
Vereza revelou, ainda, que Weintraub prometeu ao global acabar com o sinal da televisão somente após o fim de seu programa. Faltam ainda 21 entrevistas a serem exibidas. Segundo ele, o ministro falou em economizar R$400 milhões com o fim da TV.
O veterano confessou que está triste e que teria que pensar bem se votaria de novo em Bolsonaro, já que seu governo não tem investimentos na área de Cultura. A reportagem procurou também Francisco Campera, da Acerp, que preferiu ão comentar sobre o caso, alegando ter esperança de conseguir a manutenção da TV por outras portas do governo.
Responsável pela gestão da TV Escola, desde sua fundação, em 1996, em dezembro, a Acerp emitiu uma nota alegando que surdos serão prejudicados com o fim da emissora.
