A imagem do jornalista William Bonner, âncora do Jornal Nacional, vem sendo usada em um golpe financeiro que utiliza deepfake, uma técnica de manipulação audiovisual que altera vídeos e vozes com o uso de inteligência artificial. A ação criminosa consiste em um vídeo falso, divulgado nas redes sociais, no qual a imagem e a voz do jornalista foram adulteradas para convidar os internautas a clicarem em um link que supostamente levaria à verificação de uma indenização por vazamento de dados.
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No vídeo fraudulento, os criminosos forçam uma explicação do apresentador que incentiva os espectadores a acessarem o site para confirmar se têm direito à indenização, porém, ao fazê-lo, as vítimas são induzidas a pagar uma taxa denominada “imposto de saque” para receber o suposto valor. No entanto, o governo federal já alertou que não existe tal programa de indenização.
O golpe foi desmascarado pelo quadro “Fato ou Fake”, exibido durante o Jornal Nacional, e pelo próprio perfil oficial do telejornal no Instagram. A fraude foi descoberta porque o vídeo original, do qual os golpistas extraíram imagens, foi inicialmente publicado nas redes sociais do telejornal para anunciar uma série especial, e não tinha qualquer relação com indenizações ou vazamento de dados.
Especialistas indicam que uma das maneiras de identificar vídeos falsos como esse é observar a falta de sincronia entre o áudio e o movimento dos lábios, além do tom de urgência nas mensagens, como expressões do tipo “última chance” ou “urgente”. É comum que golpistas usem a imagem de figuras públicas e de credibilidade, como Bonner, para aumentar a confiança das vítimas e enganá-las. O uso de deepfake é uma prática cada vez mais frequente em golpes digitais, e a recomendação é sempre desconfiar de ofertas e convites que pareçam apelativos ou imediatistas, verificando sempre a autenticidade das fontes das informações.
