A TV Globo informou nesta sexta-feira (25) que a TV Fronteira não será afiliada da emissora carioca em 2025. O contrato de parceria e retransmissão de sinal com a TV Fronteira foi sustado por causa de suspeita de promoção política pelo atual dono, Paulo Lima.
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“A Globo comunicou à TV Fronteira que o contrato de afiliação, que se encerra em de 31 de dezembro de 2024, não será renovado. A partir dessa data, a TV Tem vai ampliar a sua área de transmissão e retransmitir o sinal da TV Globo para Presidente Prudente e mais 54 cidades da região. A TV Tem já cobre a região de Bauru e arredores, com estrutura para atender com qualidade o público e o mercado de Presidente Prudente”, diz a nota da Globo.
A empresa confirmou a informação para a coluna F5, da Folha de São Paulo. No lugar da TV Fronteira, a Globo selecionou a TV TEM, outra parceira, da região de Bauru.
A parceria entre a emissora e a TV Fronteira estava em vigor há trinta anos, desde 1994. No entanto, o dono do Grupo Paulo Lima, e da TV Fronteira, Paulo Oliveira Lima, já estava incomodando a Globo.
Desde 2023, Lima estrategiza uma posição na Prefeitura de Presidente Prudente, mas a Globo considera que Lima usou a TV Fronteira, que tem a maior audiência da região, como plataforma política.
Segundo levantamento realizado pela coluna Outro Canal, Paulo teve 25 aparições em reportagens positivas no jornalístico Fronteira Notícias, no ar diariamente durante o almoço.
Apesar de ter perdido as eleições municipais, o candidato pelo PSB surgiu num vídeo viral antes da campanha eleitoral. Durante a peça publicitária, Paulo Oliveira mencionou um “mal-estar na sociedade brasileira, provocado pela visibilidade das identidades de gênero“.
Internautas chamaram atenção ao tom preconceituoso de sua fala, além de notarem o fato de que a TV Fronteira é afiliada da TV Globo. Ademais, a fala do dono da afiliada fere o código de conduta da parceria.
A Globo tem sido obrigada a ser mais criteriosa com suas afiliadas. No final de julho, a emissora carioca foi ao STF para tentar se livrar de contrato com a TV Gazeta de Alagoas, cujo dono é o ex-presidente Fernando Collor.
Collor foi condenado a oito anos de prisão pelo STF por conta de recebimento de propina em esquema de corrupção. A afiliada alagoana estava envolvida no trâmite.
