A atriz Flávia Alessandra foi a entrevistada do Conversa com Bial na madrugada deste sábado (20). Destaque em Salve-se Quem Puder, a atriz falou sobre o retorno da trama, que reestreia na próxima segunda (22).
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A intérprete da controversa Helena relatou como recebeu a notícia da paralisação da produção, em março de 2020. Segundo ela, o autor Daniel Ortiz a ligou e pediu para que ela gravasse uma última cena, para que a novela terminasse com um gancho.
Em um primeiro momento, ela não levou a sério, mas depois entendeu a gravidade da situação. Para atiçar a curiosidade do público para a segunda fase, o autor antecipou segredos da personagem.
Já a retomada das gravações animou a atriz, que estava ansiosa para voltar aos estúdios. “Fiquei feliz, estava meio louca em casa. Me senti segura e pronta, me fez muito bem”.
Além disso, ela detalhou como estava o Projac na retomada. “Nunca vi o Projac tão deserto e não sabia o que era gravar com condições adversas”. Flávia relatou que ficava sozinha no camarim, se maquiava, vestia suas roupas e colocava o microfone, tudo sem ajuda.
Quanto as cenas, tudo foi gravado com o maior cuidado e distanciamento entre atores e equipe. Os beijos não aconteceram de verdade. Foi usado acrílico e bolas de tênis, para depois serem feitos truques de edição.
Em relação à carreira, ela relembrou algumas personagens e assumiu que ama fazer vilãs. “Eu amo fazer uma vilã, todas as loucuras que a gente não faria na vida, a personagem faz e ninguém condena”, relatou ela, considerando Cristina, de Alma Gêmea, um divisor de águas em seu ofício de atriz.
