Em 2018, o extinto Tá no Ar, programa de humor da TV Globo, exibiu uma esquete protagonizada por Marcelo Adnet e Marcius Melhem que mostrava policiais afirmando que recebiam propina de deputados para que não fizessem o trabalho de forma correta.
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Jesuíno Silva Boabaid, ex-presidente da Assafapom (Associação dos Praças e Familiares da Polícia e Bombeiro Militar do Estado de Rondônia) e ex-deputado federal se sentiu ofendido e entrou com um processo contra a emissora, pedindo R$ 15 mil e retratação no horário nobre.
De acordo com o jornalista Gabriel Vaquer, no Notícias da TV, em um trecho do processo, é alegado que a produção “denegriu a imagem de todos os policiais e políticos do Brasil”. A platinada se defendeu dizendo que o formato é um humorístico e que a Constituição Federal garante liberdade criativa.
O desembargador Sansão Saldanha, responsável por julgar o caso, aceitou a defesa do canal. “Trata-se de evidente manifestação humorística, satírica e caricatural, sem a intenção de ofensa à personalidade do autor”, afirmou Sansão. O processo ainda cabe recurso.
