Em um cenário em que as comédias românticas se tornaram raras nas grandes produções cinematográficas, O Plano Imperfeito (Set It Up, 2018) surge como uma proposta refrescante na Netflix. Dirigido por Claire Scanlon e escrito por Katie Silberman, o filme explora a típica trama de “cupido improvisado” com leveza, ritmo e, acima de tudo, respeito ao gênero, conquistando espaço entre os públicos que ainda encontram encanto nos romances modernos.
Veja também:
- Romance universitário aborda identidade, amnésia e conexões afetivas
- É HOJE! Conheça a história, o elenco e os personagens de Quem Ama Cuida, nova novela das 9 da TV Globo
- Vida e morte: Resumo completo da novela Além do Tempo de 18 a 23 de maio de 2026
- Antes da tragédia: 9 bombas colocam fogo em Quem Ama Cuida (sábado, 23 de maio de 2026)
Ambientada em uma Nova York acelerada, a história foca em dois jovens assistentes — Harper, interpretada por Zoey Deutch, e Charlie, vivido por Glen Powell — que enfrentam jornadas exaustivas sob chefes workaholics. Em busca de liberdade e fôlego fora do escritório, eles traçam um plano inusitado: aproximar suas autoridades (Lucy Liu e Taye Diggs) para aliviar seus próprios bolsos de horário — uma premissa simples, porém eficaz.
Apesar de depender de formulações clássicas, o roteiro de Silberman consegue reciclar o previsível com charme. Adota um tom satírico dos ambientes corporativos e, ao mesmo tempo, humana a experiência dos protagonistas. Suas conversas, cheias de diálogos ágeis, confissões discretas e reflexões sobre identidade e carreira, conferem um frescor que vai além do mero entretenimento leve.
O grande trunfo do filme é a conexão entre Deutch e Powell. O desempenho dos dois é elogiado tanto por sua sintonia quanto pela naturalidade em construir um vínculo que transita entre amizade e romance. Harper e Charlie representam a geração “millennial” no mercado de trabalho contemporâneo — ambiciosos, pressionados e ao mesmo tempo cheios de inseguranças — trazendo autenticidade aos dilemas de jovens adultos. Além disso, o filme reforça a diversidade, apresentando chefes de diferentes etnias em papéis de destaque, e coadjuvantes que refletem sexualidades variadas — elementos que modernizam o tom romântico tradicional .
