A atriz Camila Rocha, de 28 anos, que atualmente brilha nas telinhas na pele de Tininha, em Travessia, falou sobre a sua trajetória artística em busca do reconhecimento pelo seu trabalho. Em entrevista à Quem, a estrela revelou que sente orgulho quando tem o seu nome reconhecido e destacou sua viagem para o Maranhão para poder interpretar a melhor amiga de Brisa (Lucy Alves) na trama de Glória Perez.
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“Sempre me apresento como Camila Rocha. Nunca falo só o meu primeiro nome. Eu gosto de me apresentar assim para que saibam qual é o meu nome. E isso diz sobre mim. Sou uma artista preta e as pessoas, às vezes, fazem questão de não lembrar o nosso nome ou trocam o nosso nome por outro artista preto mesmo, sendo que visivelmente somos diferentes. Então, faço questão que saibam, sim, que eu sou Camila Rocha. Quando vejo meu nome escrito em algum trabalho é uma sensação de satisfação do tipo: ‘meu nome está ali, mas não é sobre mim, mas sobre os meus. É importante que saibam os nossos nomes!”, afirmou Camila Rocha.
A atriz também falou sobre a experiência de viajar por conta própria para São Luís, com o objetivo de aprender o sotaque e a cultural local abordada na história de Glória Perez.
“Na minha ida para o Maranhão, entrei em contato com uma amiga de lá, Raissa Raquel, que é professora e maranhense, e ela terminou fazendo nossa prosódia da novela. Nesse tempo que passei lá, conheci pessoas, andei pela cidade, conversei com pessoas na praça, pelas ruas, viajei pelo próprio Maranhão e isso me fez enriquecer mais minha personagem. Não é à toa que ela ganhou até o apelido de Tininha Andarilha (risos). Foi muito rica essa minha construção, não me arrependo”, destacou a artista.
Por fim, Camila Rocha conta que pretende quebrar os estereótipos na TV em cada papel que conquistar nas novelas e agradeceu aos atores pretos que também conquistaram os seus espaços nas telinhas para que outros também pudessem chegar lá.
“Nesta novela aprendi e vi de perto como funcionava de fato esse grande mundo da televisão, as dificuldades que a gente tem enquanto corpo preto. Passamos com algumas questões e a realidade ainda não é de tantas oportunidades quanto parece, mas agradeço muito aos meus como Zezé Motta, Cris Viana, Taís Araujo e Lázaro Ramos, que abriram os caminhos pra gente estar onde estamos e com uma possibilidade maior do que existia lá atrás. Não posso negar que hoje temos um espaço melhor do que antes, mas ainda é preciso melhorar muita coisa”, ressaltou Camila Rocha.
