A pandemia de coronavírus afetou a rotina pessoal e profissional de milhares de pessoas. Para um repórter como Caco Barcellos, acostumado à apuração no foco da notícia há quase 40 anos, produzir jornalismo de casa por 14 meses foi um desafio inédito.
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No Profissão Repórter de hoje, terça-feira, dia 22, ele está de volta às reportagens de rua, já vacinado contra a covid-19 e após cumprir todos os protocolos de segurança, em uma das edições especiais que celebram os 15 anos do programa, que terá a música com o fio condutor.
“Foi estranho acompanhar tudo o que estava acontecendo de casa. Sempre me vi acompanhando e cobrindo grandes acontecimentos dentro e fora do Brasil, e me vi obrigado a ficar em casa para minha proteção. A volta ao trabalho de campo é maravilhosa”, afirma Caco Barcellos.
“Eu passei todo esse período conseguindo contribuir com a equipe graças à tecnologia, que me permitiu ter acesso ágil a repórteres, à equipe do programa e aos entrevistados. O ‘Profissão Repórter’ não foi exibido em 2020 para dar espaço ao factual, mas continuamos trabalhando ativamente. Fui buscar contextos, estudos, pesquisas, passei a usar as fontes não humanas, livros e internet, para conhecer diferentes percepções sobre os mais variados assuntos. Aproveitei também para ler, porque tinha deixado acumular alguns livros. Li bastante material de repórteres dos séculos XVIII e XIX, que não tinham câmeras e tecnologias como hoje. Tudo se baseava 100% em textos escritos magistralmente”, revelou o jornalista.
Caco ainda falou sobre as mudanças que a atração passou por conta da pandemia. “Tivemos que estabelecer limites que não tínhamos anteriormente. Para gravarmos em hospitais, por exemplo, local das principais histórias, tivemos que ser criativos. Colocamos câmera na cabeça de médicos, conversamos com enfermeiras e contamos com ajuda de pacientes dispostos a darem seus relatos. Essas pessoas passaram a fazer o programa junto com a gente. Essa foi a maior transformação do ‘Profissão Repórter’ durante esse período”, afirmou.
