Rosane Svartman, autora, virou uma espécie de “salvação” da Globo no horário das sete. Prestes a estrear Dona de Mim, que conta com Clara Moneke como protagonista, a escritora mostra um certo “desconforto” com esse rótulo na emissora.
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“Adoraria ter uma fórmula, e se tivesse, diria para todo mundo. Mas talvez [o segredo para dar audiência] tenha a ver com a escuta, a troca, em aceitar contribuições. Todo criador trabalha com o instinto de saber o que vale a pena contar. Uso a minha sensibilidade para tentar ouvir o que é mais latente na sociedade”, comentou numa entrevista ao site F5.
Na Globo, Rosane acumula inúmeros sucessos, como Totalmente Demais (2015), que chegou a marcar 31 pontos naquela época e bombou também quando reprisada na pandemia, em 2020. Manteve a audiência alta com Bom Sucesso (2019), trama protagonizada por Grazi Massafera, que também chegou à casa dos 30 pontos. O último grande sucesso da autora foi Vai na Fé (2023), que virou um fenômeno de audiência, chegando a superar Terra e Paixão, exibida no horário nobre.
“Se a gente for pensar, audiência vem da conexão humana e da empatia, seja pelos mocinhos ou pelo vilão. O que importa é tocar o coração e pensar em abordar temas que interessem. Como a gente pode mudar o mundo, reconstruir o laço social? Por meio do reconhecimento, que é a minha base para contar histórias”, contou.
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