Uma das protagonistas da série Assédio, Paula Possani revelou ter sofrido com alguns sintomas desagradáveis só de ler o roteiro.
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Ela nem tinha sido aprovada ainda para o papel de Eugênia, personagem principal do segundo episódio da trama, mas já havia percebido que o trabalho em questão seria “pesado”.
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Uma das sensações foi taquicardia. “Meu coração disparou imediatamente. Aí eu fui estudar, ler na internet. Quando eu cheguei no depoimento da quinta vítima eu comecei a chorar, tamanho era a força e o impacto daquilo que eu estava lendo. Impossível não ser tocado por aquilo. E como atriz, você tem que permitir se tocar pelo universo da personagem”, contou em entrevista ao site Notícias da TV.
Assim que foi escolhida para fazer Eugênia, a atriz disse que continuou a se sentir mal e precisou se superar ao longo das gravações.
“Esse universo é muito dolorido. Comecei a sentir medo de andar na rua e fazer pequenas tarefas do meu dia a dia. Senti que tinha um grau a mais de medo e atenção em mim. Mas, para dar conta do trabalho, você é obrigado a desenvolver estratégias para entrar e sair desse universo sem se machucar demais”, ponderou.
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Eugênia é abusada sexualmente em Assédio
Com o sonho de ser mãe, mas casada com um homem vasectomizado, Eugênia recorre ao médico Roger Abdelmassih (vivido por Antonio Calloni) para fazer o tratamento de fertilidade.
A partir daí, iniciam-se os abusos sexuais partindo do especialista.
“Ela sofre abuso de vulnerável, porque está sedada quando é violada, e percebe que houve um abuso pelos rastros que ficam, mas ela tem que conviver com a angústia da dúvida. O abuso sexual dificilmente deixa provas materiais”, relata a atriz.
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A saber, Assédio é uma série inspirada no livro A Clínica: A Farsa e os Crimes de Roger Abdelmassih, de Vicente Vilardaga. A produção dirigida por Amora Mautner conta alguns dos casos de vítimas do ex-médico, que foi acusado de abusar sexualmente de 39 pacientes.
Por enquanto, Assédio só está disponível para os assinantes da GloboPlay.
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