A crise instalada no país e no governo Dilma fez com que ajustes fossem necessários também no setor de comunicação. A TV Escola, emissora pública voltada para a educação, reduziu suas produções e fez cortes drásticos nos repasses para as produtoras.
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Segundo o jornal O Estado de S.Paulo, o ajuste fiscal no valor de R$ 9,423 bilhões refletiu na Associação de Comunicação Educativa Roquette Pinto (Acerp), produtora que fornecia, aproximadamente, três horas semanais de conteúdo inédito para a TV Escola. Desde o começo do ano, o volume de produção caiu 90%, o que resultou em demissões.
Pelo menos 60 pessoas, sendo que metade desses contratados da área de audiovisual, foram demitidas. Os cortes em pessoal é uma medida que busca adaptar os atuais formatos.
“A instituição está mais enxuta para atender mais rapidamente às demandas que lhe são expostas. O cenário do mercado audiovisual segue tendência de buscar formato que seja mais ágil, econômico e eficaz. A Acerp acompanha esse movimento. É imprudente falar da crise (como resultado da queda). Há discussão sobre a base curricular que vai gerar repertório novo de conteúdo”, explicou Mônica Gardelli Franco, diretora-geral da Acerp.
No ano passado, Mônica comentou que a produtora recebeu repasse de R$ 40 milhões do governo federal. Em 2015, esse valor será de, aproximadamente, 30 milhões.
