A produção Emilia Pérez tem gerado controvérsias intensas, especialmente após as declarações racistas de Karla Sofía Gascón, a atriz principal. A polêmica afetou a campanha do filme ao Oscar 2025, levando a Netflix a remover Gascón de materiais promocionais e a excluir sua presença nas premiações. Em resposta, Bela Bajaria, chefe de conteúdo da plataforma, defendeu a decisão de manter a compra do filme, destacando sua “criatividade e coragem” e que, mesmo com os problemas, o filme é “incrível” e continua merecendo atenção.
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O escândalo envolvendo Gascón surgiu após a revelação de publicações em suas redes sociais que continham mensagens de teor racista e xenofóbico, principalmente entre 2020 e 2021, durante o pico da pandemia. Embora a atriz tenha se desculpado, a repercussão negativa prejudicou a imagem de Emilia Pérez. Isso levou a Netflix a revisar sua estratégia de marketing e até mesmo a reavaliar sua participação nas premiações.
Além disso, o filme enfrenta críticas de algumas comunidades representadas em sua trama, que não aprovaram a maneira como a história foi retratada. O Omelete entrevistou pessoas trans e mexicanos para entender as percepções sobre a abordagem do filme. A produção, que narra a jornada de redenção de um líder de cartel mexicano trans, tem sido alvo de polêmicas sobre sua representação, o que gerou debates sobre a autenticidade de sua narrativa.
Emilia Pérez segue em cartaz no Brasil e já conquistou 13 indicações ao Oscar, incluindo Melhor Filme, Direção, Atriz e Atriz Coadjuvante. A trama, que mistura elementos de musical com drama sobre identidade e redenção, continua dividindo opiniões, mas não deixa de ser uma das grandes apostas para a temporada de premiações.
