Uma honra… Nunca me imaginei estar ao lado de gênios do naipe de Jorge Loredo (o Zé Bonitinho), que me apresentou Alberto Sordi, Tutuca, Canarinho, Rony Rios, que interpretava a velha surda, Zilda Cardoso (Catifunda), que me deu conselhos preciosos! Fora o Golias, verdadeiro gigante. O convite para entrar na praça foi feito pelo Marcelo de Nóbrega após ter ganho o premio Multishow de Bom Humor em 98.
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Eu não me considero humorista, eu sou apenas um ator. O Fabio Porchat outro dia me falou que fica impressionado com minha capacidade de transitar por tantos lugares e não ter ficado preso em nenhum. Fico feliz em poder experimentar todos esses caminhos… Adoraria afirmar que foram escolhas, mas ser ator no Brasil é na verdade um grande desespero. Glamour, carreiras sem concessões e salários milionários são privilégios de atores americanos, e mesmo eles fazem filmes ruins. Ator brasileiro é saltimbanco.
Não. Embora a junção dessas duas palavras atualmente seja uma grande piada em si, digamos que esse termo sirva para definir que algumas coisas não devam servir como escárnio. Mas é bom ficar atento, pois o humor pode ter uma função crítica arrebatadora. O que me incomoda é a censura disfarçada de boa intenção.
O programa mudou de estilo. No antigo havia personagens com caracterizações mais infantilizados ao mesmo tempo maliciosas, com bordões, estilo presente nas chanchadas. Hoje temos personagens com caracterizações mais realistas, com textos afiados, em situações nonsense, um estilo que por vezes remete a séries de humor americanas e ao grupo Monty Python [grupo formado por seis artistas nos anos 60 que protagonizam cenas de humor exibidos pela BBC]. Na minha opinião são apenas formatos distintos.
Neste espetáculo, em cartaz há mais de seis anos, o que o púbico pode esperar?
Na verdade são treze anos em cartaz… Certamente ocorreram mudanças, mas o espetáculo tem uma base dramatúrgica. O mais legal é ter na plateia gente que já viu, gente que era bebê quando estreou e gente que até hoje não tinha visto. Como ator, me sinto privilegiado de poder fazer um espetáculo que amadureceu junto comigo.
Cada Um Com Seus Pobrema – Teatro Faap – SP
Quartas às 21h. Ingressos: R$ 70. Gênero: comédia
Duração: 90 minutos. Classificação: 14 anos. Até 26 de Julho
Brincando Em Cima Daquilo – Teatro Renaissance – SP
Sábado às 19h. Ingressos: R$ 80. Gênero: comédia romântica
Duração: 60 minutos. Classificação 14 anos. Até 10/08
