Há muito se fala que a necessidade da existência de sessões de filmes na TV aberta é uma coisa que não existe mais. Afinal, hoje em dia supostamente temos diversos meios de assistir a nossos filmes preferidos, bem como de ficar em dia com os lançamentos do cinema mundial. Embora essa seja uma verdade, a Sessão da Tarde, a Tela Quente, a Tela de Sucessos e outras sessões de filmes das nossas emissoras têm audiência cativa – e que não é pouca, considerado o universo geral de espectadores. Atualmente, um ponto de audiência equivale a 74.987 televisores sintonizados num canal na Grande São Paulo, ou 203.309 espectadores. Em dias medianos, a Sessão da Tarde conquista em torno de 10 pontos, ou seja, mais de 2 milhões de pessoas acompanhando. Não é pouca coisa. Nas noites de segunda-feira, a Tela Quente fica em torno de 20 pontos e daí para mais. Houve filmes que em 2019 se aproximaram dos 30 pontos, como o nacional Os Farofeiros. Pode ser que a situação econômica do País, com maiores índices de desocupação e orçamento apertado, leve o entretenimento acessível que a TV representa a melhores números. No entanto, a força das sessões de filmes da TV aberta persistiu mesmo em anos anteriores, com outra conjuntura política e econômica. De maneira que isso torna possível a compreensão do motivo das emissoras manterem os filmes em sua grade. Só na Globo há pelo menos dois por dia, sete dias por semana.
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