A edição de 2022 de A Fazenda tinha tudo para se tornar uma das mais épicas dentre todas as temporadas, mas por ora tem se tornado a mais pesada da história do reality.
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Dividida em dois grupos, A e B, a atração rural da Record TV vem perdendo a mão em levar um entretenimento saudável ao público, e vem colecionando diversos crimes que despertam gatilhos até mesmo nos telespectadores menos antenados nas baixarias das instalações de Itapecerica da Serra.
Com Deolane Bezerra encabeçando o “time A” (Pétala Barreiros, Moranguinho, Vini Buttel, Lucas Santos, Tiago Ramos, André Marinho e Bia Miranda) e Deborah Albuquerque puxando o “time B” (Bárbara Borges, Pelé Milflows, Thomaz Costa, Kerline Cardoso, Iran Malfitano, Ruivinha de Marte, Shayan Haghbin e Alex Gallete), a atração comandada por Adriane Galisteu virou um verdadeiro campo de tortura psicológica para o telespectador, pecando pelo excesso de baixarias e causando incômodo até mesmo para os que ainda insistem em acompanhar os episódios da edição.
A omissão da direção em diversos casos, que continuam a se repetir, também pode ser considerada a principal culpada das coisas terem saído dos eixos e tornado A Fazenda 14 o mais lamentável programa deste segmento do ano.
Entre os participantes, já viraram rotina ameaças como “vou passar a roda do carro em cima da cabeça”, “sou atirador profissional”, “vou te quebrar inteira lá fora”, “quero jogar óleo quente na cara”…
Assim como a xenofobia escancarada do tipo “volta para o seu país de merda”, “aprenda a falar português”, “você está no meu país”, também passando pelo machismo – “Suas vagabundas que gostam de macho escroto”, “cachorra de quinta”, “putinha de esquina” -, batendo na homofobia – “gazela”, “come viado”, “fragilzinho”, “afetado” – e chegando também a temas como intolerância religiosa, gordofobia, racismo e capacitismo.

Como bem pontuou a atriz Bárbara Borges na madrugada desta sexta-feira (14), não dá mais para saber o que é violência e ofensa dentro do programa, já que a direção de A Fazenda 14 se recusa a impor limites ao que está sendo levado ao ar.
Em outro momento, Shayan Haghbin também lamentou o posicionamento da produção do reality, que se limita a dizer que o programa é acompanhado por advogados e que nenhuma regra foi quebrada em meio aos protestos.
O iraniano também pediu para que os peões não incomodem mais a direção com reclamações, afirmando que “tudo está perdido”, dando um claro sinal de que já jogou a toalha.
Ainda durante a conversa, os participantes relembraram que é proibido pular a cerca do limite do confinamento e que, nas regras, é explícita a expulsão imediata de quem o fizer. No entanto, segundo eles, Tiago Ramos, durante um surto, pulou a cerca, e nada foi feito pela produção do reality.
A todo o momento, a equipe do diretor Rodrigo Carelli também tenta convencer os participantes a não desistirem do programa, mesmo quando eles insistem pela saída ou quebram regras que os fariam ser automaticamente convidados a se retirarem da atração, caso esta realmente seguisse o seu próprio regulamento.
É comum para os que acompanham o reality pelo PlayPlus (plataforma de streaming que transmite a edição 24 horas por dia) ter a câmera de terminado lugar ocultada ou sendo redirecionada para outro local das instalações.
A falta de transparência em momentos polêmicos para que o público consiga compreender determinada situação que é debatida lá dentro, é ainda mais evidente quando não há nenhum registro em vídeo desses casos específicos, como do citado pelos participantes em que Tiago Ramos teria pulado a cerca e causado, consequentemente, sua expulsão automática.
Com tantas variáveis que colocam cada vez mais em xeque a credibilidade de A Fazenda, é impossível acreditar que os patrocinadores que tem suas marcas associadas ao reality, estejam satisfeitos com os seus produtos sendo expostos em uma vitrine onde tantos crimes são cometidos a todo instante e a má repercussão do que acontece na casa impera pelas redes sociais.
A direção de A Fazenda precisa entender que excesso também é retrocesso, ou voltará a colher as consequências do que aconteceu após as cusparadas de Andressa Urach lá atrás: sem anunciantes e com o risco de ser cancelada.
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