Mesmo diante da enorme repercussão causada por suas declarações no documentário Tempo Para Amar, do Globoplay, Rafa Kalimann afirmou que não se arrepende de ter dividido momentos difíceis vividos durante a gestação de Zuza, hoje com quatro meses. A influenciadora de 33 anos chamou atenção ao revelar que enfrentou depressão gestacional e que, em determinados períodos, sentiu Nattan emocionalmente distante durante a gravidez da filha.
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Ao comentar a decisão de tornar pública uma fase tão delicada de sua vida, Rafa destacou que a maternidade ainda é cercada por expectativas irreais. Segundo ela, existe uma pressão para que mulheres grávidas demonstrem felicidade constante, sem espaço para dores, inseguranças ou conflitos emocionais. Para a ex-BBB, qualquer relato que fuja dessa ideia de perfeição costuma ser recebido com julgamento, como se admitir dificuldades significasse falta de gratidão pela maternidade.
A influenciadora explicou que escolheu o documentário justamente para abrir um diálogo mais profundo sobre o tema e alcançar mulheres que passam por situações semelhantes. Após receber inúmeras mensagens de mães que se identificaram com os relatos, uma seguidora perguntou se esse acolhimento teria ajudado a “curar” as marcas deixadas pelo processo. Rafa respondeu de forma sincera: “Não sei se curou, mas acho que cumpriu com o propósito. Era o que eu mais desejava”.
Sem esconder a emoção ao falar sobre a repercussão do projeto, Rafa afirmou que gostaria de ter tido acesso a relatos tão honestos antes de engravidar. Na visão dela, enxergar a maternidade de maneira menos romantizada poderia ter transformado sua própria experiência. Ainda assim, a apresentadora garantiu que toda a exposição valeu a pena, principalmente ao perceber que sua história pode servir de apoio para outras mulheres que vivem desafios parecidos longe dos holofotes.
“Se eu tivesse a oportunidade de ver essa realidade dessa maneira, tão escancarada e tão profunda, de outra mãe, talvez eu tivesse passado pelo meu processo de maternidade de uma forma muito diferente. Está sendo muito importante para mim a quantidade de mensagens que tenho recebido de pessoas que se identificaram ou estão passando por vivências parecidas. Para mim, isso é cumprir o propósito. Estou muito feliz, muito feliz mesmo. Estou muito realizada de estar fazendo algo que pode ser um fator muito importante para outras mães”, concluiu.
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