Viajar nas férias de julho sem estourar o orçamento pode ser mais simples do que parece. Segundo o influenciador e especialista em viagens e milhas Lucas Estevam, que já conheceu mais de 95 países, pequenas mudanças no planejamento são suficientes para reduzir significativamente o valor das passagens, mesmo durante um dos períodos mais disputados do ano.
A principal dica, segundo ele, é abrir mão de datas fixas. “Quem consegue embarcar alguns dias depois do início das férias escolares normalmente encontra uma diferença importante nos preços. Às vezes, mudar o voo em apenas dois ou três dias representa uma economia de centenas ou até milhares de reais”, afirma.
A recomendação encontra respaldo em um levantamento do KAYAK, baseado em milhões de buscas realizadas por brasileiros. O estudo mostra que a última semana de julho concentra as tarifas mais baixas do mês, quando a demanda começa a diminuir. Nesse período, as passagens nacionais custam, em média, R$ 1.071, enquanto os voos internacionais ficam em torno de R$ 2.117.
Lucas também aconselha que o viajante deixe de focar exclusivamente no destino dos sonhos e passe a analisar alternativas próximas. “Muitas vezes o lugar que está ao lado do destino mais famoso oferece uma experiência parecida por um custo muito menor. Vale pesquisar aeroportos vizinhos e cidades menos óbvias.”
Outra estratégia é aproveitar o momento para usar milhas. “Na alta temporada, elas fazem ainda mais diferença porque ajudam justamente quando as tarifas estão pressionadas pela procura. Quem acumula pontos e acompanha promoções costuma conseguir bons resgates.”
Os dados do KAYAK mostram que Cancún foi o destino internacional que mais cresceu nas buscas dos brasileiros para julho, com alta de 30%, seguido por Buenos Aires, Madri e Santiago. No Brasil, a surpresa foi Foz do Iguaçu, que registrou aumento de 57% nas pesquisas, impulsionada pela combinação entre natureza, boa infraestrutura e preços mais competitivos.
Para Lucas, o comportamento do turista mudou. “Hoje a viagem não é definida apenas pelo destino. As pessoas analisam câmbio, disponibilidade de milhas, datas e ferramentas de comparação de preços. Viajar bem passou a depender muito mais de estratégia do que apenas de orçamento.”
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