Após pouco mais de cinco meses de sua estreia, o Caldeirão com Marcos Mion finalmente ganhará um novo quadro. Batizado de Caldeirola, a nova atração é uma espécie de reedição do Canjica Show, quadro de calouros inusitados que Mion comandava no extinto Legendários, da Record TV. O quadro substitui o Sobe o Som.
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Esta não é a única das novidades do Caldeirão. A equipe do programa de Marcos Mion também pensa num novo quadro para substituir o Tem ou Não Tem. Além disso, de acordo com o site TV História, Caldeirão ganhará mais 45 minutos a partir de abril, voltando a ocupar o mesmo espaço na grade que ocupava nos tempos de Luciano Huck.
Tudo isso mostra que o Caldeirão é um dos sucessos da temporada na Globo. Mais do que isso: o sucesso do Caldeirão é, também, a vitória do simples. É só comparar o atual Caldeirão com o antigo Caldeirão do Huck. Enquanto seu antecessor tinha quadros grandiosos, muitas externas e reformava casas e carros, o atual “apenas” apresenta game shows no palco. O atual Caldeirão é bem mais simples em termos de estrutura, até mais prosaico.
Seu êxito, portanto, é uma lição para a Globo que, vira e mexe, peca pelo excesso. Lembra do Divertics, humorístico que se preocupava tanto em apresentar uma mega estrutura, mas não tinha graça? Ou ainda do primeiro Se Joga, que atirava para todos os lados? Adnight Show foi outra aposta que também abusava da estrutura da emissora, mas não tinha alma.
Já o Caldeirão é a TV à moda antiga. Como já apontado por esta coluna anteriormente, trata-se do auditório “raiz”. É um entretenimento simples, honesto e, por isso mesmo, divertido. E é isso que o público que liga a TV numa tarde de sábado quer: não pensar em nada, apenas se divertir. Fica a lição para as próximas apostas da emissora.
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