Uma boa semana de folhetim é aquela em que a felicidade nunca chega desacompanhada de algum perigo. A Nobreza do Amor trabalha exatamente nessa chave ao aproximar romance e ameaça, enquanto disputas de poder avançam tanto em Barro Preto quanto em Batanga. O amor finalmente produz decisões concretas, mas antigos interesses continuam atravessando o caminho. Há noivado, declaração, chantagem, rebelião e uma sentença de morte pairando sobre a protagonista. Nada permanece simples por muito tempo.
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Mirinho (Nicolas Prattes) assume que ama Lúcia/Alika (Duda Santos) e, embriagado, confronta Tonho (Ronald Sotto), chegando a afirmar que o rival não se casará com ela. A disputa ganha outro peso quando Tonho decide comprar terras para construir um futuro ao lado da amada. Com a bênção de Viriato (Marcelo Médici) e Dona Menina (Zezé Motta), os dois ficam noivos. Mirinho se recusa a participar da comemoração e chega a beijar Virgínia (Theresa Fonseca) pensando em Alika. A festa ainda recebe uma visita capaz de aumentar a tensão: Omar (Rodrigo Simas) chega de surpresa e se incomoda ao descobrir o compromisso da princesa com Tonho.
Enquanto o romance se complica, a guerra pelo poder avança. Kênia (Nikolly Fernandes) decide romper definitivamente com Jendal (Lázaro Ramos) e se unir aos rebeldes. Binta (Lesliana Pereira) começa a perceber que o rei não é exatamente o homem que lhe apresentaram. Primeiro, ouve uma conversa entre Kênia e Chinua e descobre que Jendal mentiu. Depois, toma conhecimento de algo ainda mais grave: ele pretende punir Alika com a morte. A revelação altera sua posição diante do monarca justamente quando ela procura uma maneira de conduzir o próprio casamento com ele.
Em Barro Preto, Virgínia também transforma informação em poder. Ao ouvir uma conversa entre Belmira e Diógenes (Danton Mello), descobre que Ritinha é sua irmã e passa a chantageá-lo. Pressionado, Diógenes promove Mirinho no banco, provocando preocupação em Ana Maria (Julia Lemos) e ressentimento em Manoel (Daniel Rangel). É assim que A Nobreza do Amor organiza seus próximos conflitos: Tonho e Alika avançam em direção ao casamento justamente quando Jendal deseja a morte da princesa, Omar retorna ainda interessado nela e Mirinho se recusa a aceitar a derrota. O noivado deveria representar uma chegada. Na lógica do melodrama, funciona melhor como ponto de partida para a próxima guerra.
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