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Enfim acontece: Final de Dora em Quem Ama Cuida promete reviravolta no amor

Trama entra em sua semana decisiva na programação

Publicado em 23/07/2026

As novelas costumam reservar seus desfechos mais generosos para personagens que aprenderam a recomeçar. Não como prêmio pelo sofrimento, mas como consequência das escolhas que fizeram ao longo da caminhada. Em Quem Ama Cuida, esse parece ser o destino de Dora, uma mulher que atravessa boa parte da história aprisionada em um casamento sustentado por aparências e que, na reta final, descobre que liberdade também pode ser um projeto de vida.

Se a sinopse prevista for mantida, Dora (Mariana Ximenes) encerra definitivamente sua relação com Ademir (Dan Stulbach) depois de descobrir as mentiras, as traições e os abusos cometidos pelo advogado. A separação representa muito mais do que o rompimento de um casamento. É o instante em que a personagem deixa de organizar a própria existência em torno das escolhas do marido para assumir o protagonismo da própria história. A novela acerta ao não transformar esse momento em um gesto impulsivo, mas na conclusão natural de um desgaste construído ao longo de dezenas de capítulos.

Livre desse passado, Dora volta a investir na escola de dança herdada da família, recuperando um sonho que havia sido sufocado pelos conflitos pessoais. A personagem encontra no trabalho uma forma de reconstruir sua identidade e, segundo a sinopse, transforma o negócio em um empreendimento bem-sucedido, consolidando-se como uma empresária respeitada. Paralelamente, a aproximação com André (Henrique Barreira) amadurece até se transformar em um relacionamento sólido. Depois de reconhecer seus sentimentos, o advogado escolhe construir uma vida ao lado de Dora, e os dois chegam ao altar no desfecho da trama.

Se esse caminho for preservado até o último capítulo, Quem Ama Cuida entrega a Dora um dos finais mais coerentes de sua narrativa. A felicidade da personagem não estará apenas no casamento ou no sucesso profissional, mas na possibilidade de existir sem medo, sem dependência e sem abrir mão de si mesma. É um encerramento que compreende algo raro nas novelas: o verdadeiro amor só encontra espaço quando a personagem aprende, antes de tudo, a se reconciliar com a própria liberdade.

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