Uma vingança bem construída não precisa derrubar todos os adversários ao mesmo tempo. Mais eficiente é observar, esperar e descobrir onde cada um deles se torna vulnerável. Quem Ama Cuida começa a deslocar sua revanche para uma nova frente justamente quando a primeira ofensiva produz resultados. O próximo movimento nasce de uma fraqueza que já existia antes de qualquer plano. E quanto mais ela cresce, menos será necessário criar uma armadilha.
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Depois de concentrar sua atenção em Ademir, Adriana (Leticia Colin) encontra em Ulisses (Alexandre Borges) outro ponto importante de seu acerto de contas. O empresário mantém um envolvimento com jogos de azar e continua frequentando o cassino, onde sofre uma nova derrota. Para quem pretende atingi-lo, o vício oferece uma possibilidade valiosa: Ulisses se coloca voluntariamente em um ambiente que prefere manter distante da família e dos demais círculos de sua vida.
É nesse território que Lyris (Pri Helena) pode se tornar fundamental. Ligada ao cassino frequentado por Ulisses, ela está próxima de uma fraqueza que Adriana poderá explorar contra o empresário. O risco aumenta quando Lyris se assusta ao ver a polícia entrando no estabelecimento. A sequência acrescenta uma variável que escapa ao controle de todos. Ulisses não está apenas perdendo no jogo. O próprio lugar onde alimenta seu vício começa a se tornar perigoso.
A diferença entre as ofensivas ajuda Quem Ama Cuida a evitar uma vingança construída pela repetição. Se Ademir começa a enfrentar as consequências das denúncias contra ele, Ulisses oferece outro caminho para Adriana avançar. Ela não precisa fabricar seu ponto fraco porque ele já existe e continua sendo alimentado pelo próprio adversário. Enquanto Ulisses acredita estar arriscando apenas mais uma aposta, uma ameaça muito maior começa a se formar ao redor da mesa. Para Adriana, talvez seja suficiente esperar que ele continue jogando.
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