Alguns fantasmas permanecem numa história não para assustar os vivos, mas porque ainda existe vida demais naquilo que deixaram. Quem Ama Cuida faz de seu núcleo sobrenatural uma investigação sobre memória, ausência e pertencimento. A mulher que surgiu cercada de mistério começa, enfim, a ganhar passado, família e uma razão para continuar aparecendo. Quanto mais se descobre sobre ela, menos sua presença parece uma fantasia e mais se transforma numa peça fundamental do quebra-cabeça da novela.
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A primeira verdade já havia abalado Otoniel (Tony Ramos). Francesca (Nathalia Dill) está morta, e o florista confirmou isso ao encontrar seu túmulo e descobrir que ela faleceu em 2006. Mas uma fotografia acrescentará uma dimensão inesperada à história. Otoniel reconhecerá Francesca em uma imagem antiga ao lado de Joel (Ricardo Teodoro). Ao questionar o chef, receberá a resposta que reorganiza tudo o que sabia sobre aquela mulher: Francesca era mãe dele.
A descoberta também ajuda a compreender por que o espírito continua tão ligado ao mundo dos vivos. Em um novo encontro, Francesca revelará que não consegue partir porque Otoniel permanece intensamente preso à lembrança dela. A saudade funciona nos dois sentidos. Ela também sente falta dele, e esse afeto compartilhado mantém aberta uma história que a morte deveria ter encerrado. Ao mesmo tempo, seu passado poderá trazer pistas importantes para o mistério envolvendo o assassinato de Arthur Brandão (Antonio Fagundes).
É uma solução particularmente feliz para Quem Ama Cuida porque Francesca deixa de ser apenas a mulher misteriosa que aparece para Otoniel. Ao revelar Joel como o filho que ela deixou para trás, a novela conecta o sobrenatural ao presente e dá ao chef uma importância inesperada, ainda maior diante de sua futura aproximação com Adriana (Leticia Colin). O fantasma, portanto, não está fora da história. Está no centro dela. E Otoniel começa a perceber que, para compreender por que Francesca ainda não conseguiu partir, precisará primeiro descobrir tudo aquilo que ela deixou quando morreu.
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