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Após 60 capítulos: O beijo que coloca fim ao império de Ademir em Quem Ama Cuida

Trama entra em sua semana decisiva na programação

Publicado em 21/07/2026

As grandes quedas das novelas raramente começam nos tribunais ou nos escritórios. Quase sempre nascem de um detalhe que parecia insignificante, mas que expõe uma estrutura inteira de mentiras. Em Quem Ama Cuida, é um beijo escondido que inaugura a derrocada de Ademir. Não pelo romance em si, mas pelo que ele revela sobre um homem que construiu sua imagem pública sobre uma fachada de respeitabilidade.

Disfarçada de faxineira e usando uma identidade falsa, Adriana (Letícia Colin) consegue se infiltrar na Associação de Advogados de São Paulo para acompanhar de perto a rotina de Ademir (Dan Stulbach). Durante a investigação, ela flagra o advogado aos beijos com Suely (Julia Stockler), sua secretária. Embora não consiga registrar a cena em fotografias, Adriana percebe imediatamente que encontrou o ponto de ruptura capaz de desmontar o rival. A traição deixa de ser um segredo íntimo para se transformar na porta de entrada de um escândalo muito maior.

A partir desse flagrante, a protagonista se aproxima de Suely e descobre que o relacionamento escondia uma relação marcada por assédio e abuso de poder. Convencida por Adriana a denunciar o advogado, a ex-secretária rompe o silêncio e abre espaço para que outras vítimas façam o mesmo. O efeito é devastador. Pedro (Chay Suede) aceita defender as denunciantes, enfrentando o próprio pai, Dora (Mariana Ximenes) decide colocar um ponto final no casamento, e Ademir passa a perder clientes, contratos e o prestígio que sustentava sua carreira.

O acerto de Quem Ama Cuida está em compreender que a verdadeira ruína de um personagem poderoso não acontece quando seu segredo é descoberto, mas quando ele perde o controle sobre a narrativa da própria vida. O beijo é apenas o estopim. O que vem depois é o desmoronamento gradual de um império construído sobre manipulação, silêncio e abuso. Pela primeira vez, Ademir percebe que não basta esconder a verdade quando ela já encontrou quem esteja disposto a contá-la.

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