Durante muito tempo, a apresentadora Fhabi Hanna acreditou que estava apenas vivendo grandes histórias de amor. O que parecia uma sucessão de relacionamentos, porém, escondia um comportamento que ela só conseguiu identificar anos depois: a dificuldade de permanecer solteira.
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Desde a adolescência, ela conta que praticamente não teve intervalos entre um namoro e outro. Assim que uma relação chegava ao fim, outra começava. Na época, enxergava isso como uma característica da sua personalidade. Hoje, entende que, por trás desse ciclo, existia um medo constante da solidão.
“Desde os meus 15 anos vivo entre um relacionamento e outro, me sentia ‘Uma romântica incurável’. Talvez por medo da solidão, de sentir… Cobrir um relacionamento com outro era a minha maneira de seguir em frente. E foi assim por muitos anos… Até me dar conta de quanto esse comportamento me prejudicava.”
Foi somente quando iniciou a terapia que Fhabi começou a compreender por que repetia as mesmas histórias. Em vez de procurar respostas nas pessoas com quem se relacionava, passou a investigar as próprias escolhas e a maneira como construía seus vínculos.
“A terapia me ajudou a ter mais clareza sobre quem eu sou e o que busco. Me fez enxergar os problemas e encarar melhor as soluções. A terapia me ajudou muito nesta faze de autoconhecimento.”
O processo trouxe uma mudança que ela considera definitiva. Se antes acreditava que amar significava fazer qualquer esforço para manter uma relação, hoje entende que um relacionamento saudável começa pelo respeito à própria individualidade.
“Sim, aprendi que um relacionamento saudável, é uma troca entre os dois. Ninguém precisa se anular ou se diminuir para caber no mundo do outro.”
Ao revisitar o passado, a apresentadora reconhece que muitas vezes confundiu amor com a necessidade de preencher um vazio emocional.
“Eu buscava atenção, acolhimento, companhia, eu tinha medo de ser sozinha. Hoje não mais.”
Segundo ela, a maior transformação não foi simplesmente encontrar um relacionamento saudável, mas descobrir que era possível ser feliz sem depender da presença de alguém para isso. Essa mudança alterou não apenas a forma como passou a amar, mas também a maneira como passou a enxergar a própria vida.
Por isso, ao compartilhar a experiência, Fhabi Hanna espera que outras pessoas consigam reconhecer padrões semelhantes antes que eles se tornem um ciclo difícil de romper.
“Eu diria: Se este padrão que vive, de alguma maneira te prejudica, busque ajuda. Nao ha nada de errado nisso. Se conhecer, se aceitar, se bastar é o caminho para muitas relações saudáveis. De início não é fácil, mas com o passar do tempo é libertador.”
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