Sucinto e objetivo, “A Vítima Invisível”, documentário da Netflix sobre o caso Eliza Samúdio, traz conversas inéditas que a mãe de Bruninho teve com amigos na época do crime, por meio do extinto programa de mensagens instantâneas MSN Messenger. Um dos produtores do longa teve acesso ao computador da vítima e divulgou trechos nunca antes expostos pela mídia.
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As conversas de Eliza mostradas no filme da Netflix são intercaladas com depoimentos de parentes, amigos, advogados e do delegado do caso. Nas mensagens, Eliza se mostrava esperançosa com o futuro, dizia querer fazer supletivo, terminar os estudos e iniciar uma faculdade.
De acordo com os diálogos expostos, a vítima, que nunca teve seu corpo encontrado, afirmava, sobretudo, querer paz. Ela ainda refutava a ideia da opinião pública de que estava em busca de fama e confidenciava a amigos algumas atitudes de Bruno, chegando a dizer que seria capaz de perdoar o então jogador pelas ameaças que recebia. O amor ao filho Bruninho também fica evidente nas conversas.

Ao longo de 1 hora e 41 minutos, o documentário traz à tona o passado de Eliza, desde sua infância difícil, a criação do pai, a separação da mãe e o sonho de ser goleira. A jovem, morta em 2010 aos 25 anos, tinha talento para o futebol e gostaria de ter seguido carreira em campo.
Do mesmo modo, o longa também faz um breve resumo da vida de Bruno Fernandes, acusado de ser o mandante do assassinato de Eliza. Uma das ex-mulheres do goleiro, que chegou a ser presa por envolvimento no crime, depõe para o filme da Netflix e relembra momentos que teve com Eliza e Bruninho no sítio de Bruno, pouco antes da modelo ser morta.
Acima de tudo, “A Vítima Invisível” mostra o quanto Eliza pediu socorro e avisou que o pior aconteceria, mas foi ignorada. Com base nos depoimentos, o documentário faz uma breve reconstituição do que teria ocorrido no dia do crime e os passos da investigação, que jamais encontrou o corpo da jovem.
Assista ao trailer do longa, lançado pela Netflix nesta quinta (26):
O caso
Eliza Samúdio foi morta em junho de 2010, um ano após se envolver com o goleiro Bruno, na época atuante no Flamengo. Ao anunciar que estava grávida do atleta, Eliza passou a receber ameaças de morte, até que, meses depois de dar à luz à criança, teria caído em uma armadilha montada por Bruno e morta de maneira cruel.
Bruno foi condenado pelo assassinato junto com outros cúmplices, mas atualmente cumpre o restante da pena de 22 anos em liberdade condicional. Livramento ou liberdade condicional é o benefício concedido a um condenado, que permite o cumprimento da pena em liberdade até total de sua pena, desde que preencha as condições e requisitos definidos no artigo 83 do Código Penal e 131 a 146 da LEP. Art.
