FILME PREMIADO

Vitória Strada revela papel mais intenso da carreira em suspense que chega ao Telecine

Herança cercada de conflitos, um cômodo impossível de abrir e acontecimentos inexplicáveis transformam a vida de um casal no long

Publicado em 11/05/2026

Antes mesmo de chegar ao público, Covil já começou a despertar curiosidade dentro e fora do Brasil. Estrelado e produzido por Vitória Strada e Daniel Rocha, o suspense dirigido por Rodrigo Lages terá uma exibição especial no Marché du Film, evento que integra o Festival de Cannes, no próximo dia 16. Poucos dias depois, em 20 de maio, o longa desembarca diretamente no catálogo do Telecine no streaming — disponível pelo Globoplay, Prime Video e operadoras — além de ganhar exibição no Telecine Premium, às 22h.

O filme acompanha Olívia, personagem de Juliana Lourenção, que decide se mudar com o marido, Pedro, vivido por Daniel Rocha, para a casa herdada após a morte do pai, Martin, interpretado por James Turpin. O imóvel, marcado por conflitos familiares e disputas antigas, guarda um detalhe perturbador: um quarto trancado que nenhuma chave consegue abrir. Aos poucos, ruídos estranhos e acontecimentos difíceis de explicar passam a transformar a rotina do casal em uma sequência de tensão crescente.

É durante uma dessas noites inquietantes que Pedro acredita enxergar alguém dentro do cômodo fechado. A partir daí surge Clara, personagem de Vitória Strada, uma mulher confusa e aparentemente fragilizada que afirma viver na casa há muito tempo. Enquanto Olívia decide acolhê-la temporariamente, Pedro mantém a desconfiança diante da presença misteriosa, que parece carregar respostas ainda ocultas sobre o passado da família e da própria residência.

Premiado como Melhor Filme Nacional no Festival de Cinema Fantástico de Porto Alegre, o Fantaspoa, “Covil” também marca um momento importante na trajetória de Vitória Strada. Além de protagonizar o suspense, a atriz atuou como produtora do longa e descreveu a experiência como um divisor de águas em sua carreira. Segundo ela, Clara é uma personagem cercada de camadas e mistérios, revelados pouco a pouco ao longo da trama, exigindo uma entrega intensa tanto emocional quanto artística.

“‘Covil’ foi um divisor de águas pra mim. Não só por protagonizar, mas por estar à frente como produtora, acompanhando cada decisão criativa e entendendo o impacto que isso tem na experiência do público. A personagem que eu interpreto é completamente diferente de tudo que eu já fiz. Uma figura enigmática, que o público não entende por completo de imediato e vai sendo revelada aos poucos, camada por camada. Isso exigiu de mim uma entrega muito profunda, de corpo e alma, e foi um dos trabalhos mais desafiadores da minha carreira como atriz”, afirma Vitória Strada em comunicado oficial.

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