PERSONAGEM COMPLEXA

Quem Ama Cuida: Bruna enfrentará conflitos marcados por dependência emocional com a mãe

Atriz detalha os desafios emocionais vividos pela personagem em uma dinâmica familiar cheia de camadas

Publicado em 25/05/2026

Bruna surge como uma mulher em busca de identidade, tentando compreender qual é, de fato, o seu espaço no mundo em Quem Ama Cuida. Filha única e marcada pela ausência do pai, já falecido, ela desenvolveu uma ligação intensa com a mãe — uma relação que ultrapassa o comum e se transforma em algo quase sem fronteiras.

Para Nanda Marques, essa proximidade acabou criando uma convivência simbiótica, em que as escolhas e os caminhos da personagem passam, inevitavelmente, pelo olhar materno. Segundo a atriz, a influência exercida pela mãe é determinante na trajetória de Bruna. A personagem cresce observando atitudes pouco conscientes socialmente e acaba vivendo em constante dualidade. Em vez de tomar decisões claras, Bruna apenas acompanha os acontecimentos, deixando-se levar pelo fluxo da vida e pelas circunstâncias que surgem diante dela.

A mãe, descrita como uma “mãe de miss”, também carrega traços narcisistas que impactam diretamente essa dinâmica familiar. Embora ame profundamente a filha e deseje seu bem, costuma colocar os próprios interesses acima de tudo. Essa postura faz com que Bruna permaneça perdida sobre quem realmente é e o que deseja para si, enquanto tenta equilibrar a necessidade de aprovação com o desejo silencioso de independência.

Ainda assim, a relação entre as duas não se resume apenas aos conflitos. Nanda Marques destaca que existe um lado leve e até divertido nesse universo criado por mãe e filha. Entre disputas por espaço e limites, elas dividem medos, inseguranças e frustrações de forma muito humana — algo que, segundo a atriz, também traz momentos naturalmente engraçados para a trama.

“A Bruna é uma mulher que está tentando encontrar seu lugar no mundo, é filha única e o pai já faleceu. Acredito que isso tenha feito com que o vínculo entre mãe e filha, algo já forte normalmente, fosse potencializado, fazendo da relação delas algo simbiótico, misturado e sem muitos limites. Ela é muito influenciada pela mãe, que não é uma pessoa muito consciente socialmente, não dá bons exemplos nesse sentido e deixa a filha nessa dualidade. Ela não escolhe muito bem, na verdade, mal escolhe. As coisas vão se dando e acontecendo e ela vai aceitando, embarca e flui em não escolhas. Eu a sinto muito perdida sobre quem é, sobre o que quer. Essa figura da mãe tem forte influência, é uma mãe de miss, um pouco narcisista, ela ama a filha e quer o bem dela, mas sempre se coloca em primeiro lugar na equação. Um contraponto disso é que elas se divertem nesse universo que criaram. Apesar das brigas por espaço e limites, elas compartilham seus medos e frustrações, o que é muito humano e naturalmente engraçado”, conta Nanda Marques.

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