Em Quem Ama Cuida, Brigitte, personagem de Tata Werneck, chama atenção por suas atitudes impulsivas e pela forma intensa como se entrega aos relacionamentos. No entanto, ao longo da trama, o público descobrirá que suas escolhas não surgem por acaso. Por trás de seus conflitos existe uma história marcada por feridas antigas, ligadas à difícil convivência com a mãe, Pilar (Isabel Teixeira).
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Primogênita da antagonista, Brigitte cresceu ouvindo que sua chegada ao mundo teria interrompido os planos da mãe. Pilar nunca escondeu o ressentimento por ter engravidado cedo e, frequentemente, responsabiliza a filha pelas oportunidades que acredita ter perdido. O tratamento, porém, não se repete com os outros dois filhos, o que torna a relação entre as duas ainda mais delicada. Em vez de afeto, Brigitte recebeu críticas e cobranças constantes, carregando por anos a esperança de conquistar uma aprovação que nunca veio por completo.
Essa ausência de acolhimento deixou consequências profundas. A personagem desenvolveu uma carência emocional que a leva a buscar amor e reconhecimento em seus relacionamentos amorosos. Para Tata Werneck, a raiz desse comportamento está justamente na falta de amor materno. Segundo a atriz, a fascinação que Brigitte demonstra pelas pessoas por quem se apaixona esconde uma dor antiga, alimentada pela tentativa de preencher um vazio que a acompanha desde a infância.
O aspecto mais complexo da trajetória da personagem, porém, será perceber que ela acaba reproduzindo comportamentos semelhantes aos da própria mãe. Mesmo sofrendo com as atitudes de Pilar, Brigitte reagirá de forma agressiva, impulsiva e até vingativa em determinados momentos, repetindo padrões aprendidos dentro de casa. A novela mostrará como esse ciclo pode ser difícil de romper, revelando uma mulher fragilizada que, por trás do humor e da aparente rebeldia, continua tentando encontrar o amor que sempre sentiu faltar.
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