Realeza

Nobreza que vem de berço: Welket Bungué transforma raízes em reinado em A Nobreza do Amor

Ator é um dos grandes destaques da novela das seis

Publicado em 06/04/2026

Interpretar um rei em A Nobreza do Amor teve um significado especial para Welket Bungué. Nascido na Guiné-Bissau, país da África Ocidental, o ator afirmou que parte da construção do rei Cayman II surgiu de experiências e referências ligadas à própria ancestralidade. Para ele, viver o monarca da fictícia Batanga foi também uma oportunidade de levar elementos culturais da cultura natal para a televisão brasileira.

O artista explicou, em entrevista ao Notícias da TV, que pertence à etnia Balanta, ligada ao grupo Bantu, presente em diferentes regiões do continente africano. Segundo Bungué, diversos valores e tradições usados como base para o reino retratado na novela dialogam direta e claramente com essas origens. Por isso, considerou bastante importante a maneira como a teledramaturgia abriu espaço para mostrar heranças culturais africanas ao grande público.

Embora tenha nascido na África e passado parte da vida em Portugal, o ator mantém uma relação frequente com o Brasil há mais de dez anos e participou de diversas produções nacionais. Em A Nobreza do Amor, nova novela das seis da TV Globo, o reinado de Cayman foi interrompido quando o personagem sofreu um golpe liderado por Jendal (Lázaro Ramos). A partir daí, ele precisou fugir ao lado da esposa, Niara (Erika Januza), e da filha, a princesa Alika (Duda Santos).

Mesmo tendo uma passagem relativamente curta na história, Bungué acredita que o rei deixa uma marca importante na narrativa. Para ele, Cayman é movido por princípios e pela proteção da família e do povo, qualidades que também ajudam a destacar valores e identidades da África Ocidental dentro da ficção televisiva.